Para os que perderam alguém. E para aqueles que vão perder.
Rodrigo Teixeira
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Sensacional Rodrigo… espetacular! 😉 👏👏👏👏

Penso que a morte seja parte da vida, um tipo de porta que se atravessa para passar de um cômodo para o outro e, (como nos imóveis antigos) caminhar no escuro até encontrar o interruptor para acender a luz. Acontece que para acender a luz neste outro cômodo, é preciso (primeiro) adentrar em meio à escuridão. Mas neste caso, essa entrada é sem volta, logo, nós que estamos aqui desse lado não temos como saber o que tem (de fato) do lado de lá sem que chegue o momento de atravessarmos a porta.

Quando falamos sobre a vida, esta se torna algo “comum”; logo, por analogia, penso que falarmos sobre a morte pode torná-la algo “comum” também. Ou pelo menos, amenizar o peso “negativo” que geralmente lhe é atrelado.

Particularmente, sou bem curioso quanto à morte. Tenho para comigo que o sono ordinário seja como um treinamento para a morte e, se assim for, confesso que terei grande prazer do “lado de lá”! 😉

Meus parabéns pelo excelente texto (meus pêsames pela sua sogra), e grande abraço.