José Musse e a corrida pelo Senado

Neste agosto, especificamente no dia 30 de agosto, quinta-feira, José Marcos de Freitas Musse foi sentenciado a pouco mais de cinco anos de prisão, como parte da Operação Compadrio. Musse fora diretor de obras da Agetop — a Agência Goiana de Transportes e Obras (uma sigla pra lá de doriana) — de 2011 a 2015, quando, após ser preso e conseguir Habeas Corpus, se demitiu.
Mussi foi acusado de ser um facilitador de serviços para Tiãozinho Costa (PTdoB). Um parêntesis para falarmos sobre ele:
Tiãozinho Costa

Tiãozinho Costa era deputado estadual e foi um dos presos pela Operação Compadrio lá em 2015, juntamente com Musse, mas conseguiu HC, quando ela ainda estava se iniciando. Na época, sua esposa e sua sobrinha foram exoneradas de cargos comissionados no Tribunal de Justiça de Goiás, de funções cujos salários (9 e 13 mil, aproximadamente) — cargos estes que trabalhavam diretamente com dois desembargadores.
Até aí, tudo bem. Nenhuma relação com as eleições de 2018 para o cargo de Senador. Porém, Tiãozinho Costa foi coordenador de campanha de ninguém mais ninguém menos que Marconi Perillo, candidato que já figurou algumas vezes no nosso Twitter, quando falamos sobre seu envolvimento no escândalo da Odebrecht.
Marconi Perillo, o governador

Não só Tiãozinho e Marconi se conheciam, como foi Alcides Rodrigues quem nomeou Musse para a Agetop. E você me pergunta, com razão: Quem era Alcides Rodrigues e qual a relevância dele?
Alcides Rodrigues era, à época, governador de Goiás — assumira o cargo quando o ex-governador saiu para assumir uma vaga no Senado. Quem era o governador à época? Marconi Perillo.
Não só quem colocara Musse no cargo fora o vice dele, Marconi Perillo assumiu o governo de Goiás novamente em 2015 — e manteve Mussi na Agetop, a despeito de todas denúncias.
E ficam as perguntas…
Qual o poder de Tiãozinho Costa sobre Perillo? Como Mussi, um comissionado, conseguiu colocar duas parentes suas como comissionadas no TJ? Agora que Musse caiu — de vez, sentenciado — como ficam Tiãozinho Costa, Marconi Perillo (que já protegeu até Carlinhos Cachoeira) e Alcides Rodrigues?
Uma das respostas é fácil de se dar: Marconi Perillo provavelmente vai pra Brasília. Mais uma vez, como senador.

