Poema de comer.

Meu coração voa, mais alto que consigo ver. 
Dá um frio entre as costelas, quase um arrepio, o não saber. 
É como se eu nunca soubesse o que vem, sempre sem conhecer.

Meus olhos, eles sempre se perdem ao te ver.
Tento colocar dentro de mim, na memória, todo o seu ser.
Decorar os seus caminhos, suas curvas, pra não conseguir esquecer.

Minha boca se abre toda vez ao te ver.
Quanta saliva já senti secar dentro de mim nesse prazer.
As palavras que morrem engasgadas na garganta antes mesmo de nascer.

Minha língua fica irriquieta ao te ver.
Sinto seus beijos escorrendo meus lábios, se quer saber.
Minhas mãos coçam, meu corpo pede, minha alma clama e fico sem entender.

Quando fecho os olhos, ali sempre está você.

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