Leiam a segunda parte deste gostoso e enriquecedor bate-papo, clicando aqui.
Obs.: Texto reproduzido abaixo, para que não seja perdido.
kkkk. Sem modéstias Nizoca! Espetacular, ainda, a sua tréplica (que recebi no e-mail). Comentei com Tandra e Léo Borges como ela ilumina minha percepção da história/estória. Aliás, acrescentou bastante a noção de como proceder em romances mais longos (momento em que lucro da sua formação em Letras, estou certo!? kkk.). Mas, a presença do outro-feminino só seria aplicável em casos dialogados (passíveis de compreensão sincera e plena de ambos os lados) ou no quais o todo-poderoso narrador onisciente-onipresente-onipotente já conhecesse o princípio e o fim do caso. Deste modo, concordo que a realidade torna-se mais consistente ao leitor, enquanto terceiro observador desinteressado. Destarte, em que pese seu surrealismo (Amor de Fantasia Inesperada — link), o único texto com foco bilateral tem mostrado uma capacidade de afetar o leitor, de modo que este insira sua própria vivência no texto e contexto, vendo refletida sua vida pessoal, identificando-se. Diferente da contemplação que os demais parecem causar. Então, nessa hipótese, o foco poderia recair no romance, não nos atos. Pois, só aí teríamos a presença do outro envolvido, completando o círculo (ou até espiral) no qual a história se desenvolve. Já, para o 9 Atos (e o tal Epílogo), fica a neurose solipsista do protagonista, que narra o mundo como gostaria — ou não — que ele fosse. Assim, como bem disse, fica a energia potencial (“tudo que poderia ter sido e não foi”) romanceada, perdida em si, funcionando como “o personagem mais triste do mundo” (a energia, não o protagonista). Afinal, ela nem sequer pode ser fracassada, já que “ela não existe”. E “o ´será´ não é”. Ela própria nunca existirá, e jamais será. No máximo, existiria algo novo; seria nova energia. Obrigado, por incandescer o breu do que “não existe”.