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Rodrigo Silvestre, desculpe-me ter tingido seu texto inteiro com grifos, e também por ter lotado seu espaço de respostas / comentários. Mas, durante minha leitura, senti-me num bate-papo, daqueles, de conversas intermináveis madrugada adentro, entre ébrios, no qual a mesa com a garrafa em cima torna-se confessionário, e os perdidos tentam guiar os passos errantes do outro, todos a cambalear sem rumo. Em outras palavras, identifiquei-me, e, ao mesmo tempo que doeu em mim, aliviou-me ouvir (ler).

Alguns textos são trabalhos, transpiração. Outros, sentimento represado, que urge e ruge pra sair. Considerando os “dois meses”, talvez, esse componha esta última classe. Se for assim, imagino, para além da ansiedade de findar o trabalho, o peso de guardar pra si, ter que revisitar, fruto desse ‘amor que te deixa infeliz, e te faz sofre em torpor’.

Se não for, e eu tiver me enganado, tanto faz, só o lapidar já fadiga mesmo. kkkk

O fato é, há textos pelos quais criamos um certo sentimento. Uns “queridinhos” meus, por exemplo , são “Seus olhos” e “O salto e a cerejeira”. O primeiro demorou pra sair. Tanto que o escrevi e reescrevi. Tanto que importunei meu então “revisor”, vamoslasucker . Mas chegou uma hora que senti que tinha que pari-lo. Ele também marcou a saída do meu ostracismo da vida de escriba. Já o segundo, veio mais leve, mais fácil, mas ainda trabalhos. Foi uma sequência que me prendeu de vez ao Medium / Medium em Português. Rs.

Enfim, parabéns, pela inspiração e esmero.