Não aprendemos a viver sem as sombras externas

Seria um novo câncer apelidado de Homofobia ou uma das vertente da sociedade?

Todos nós partimos de um pressuposto que somos uma sociedade civilizada, educada e que nossos objetivos giram em torno do amor e da paz mundial.

O que sabemos e poucos assumem a coragem de dizer publicamente é que, ninguém segue o que se pressupõem que seguirmos, pois não vivemos numa sociedade civilizada, educada ou onde todos realmente têm a ambição da paz mundial. O que vivemos é uma sociedade egoísta, discriminatória, e a paz mundial é trocada pela a competição de quem tem mais “mérito” ou poder.

Enfim, em meios a estes parágrafos, queria introduzir amor: 
Amor, um substantivo, ou amar, um verbo. 
Há variadas definições e exemplificações. 
Mas o questionamento do texto mais adequado é: onde está o amor, e quem o vive?.

O amor na concepção geral é a união de duas pessoas, ligada ao um mesmo sentimento.

Clichês.

Voltando a falar sobre sociedade que vivemos; Somos ensinados pela moral religiosa, que o amor sempre esteve ligado a um bem espiritual. Amar é belo, o ódio é pecaminoso.

O que é um erro absurdo afirmar que somos tão autossuficientes que não cometemos hipocrisias.

Um dos maus de qualquer tempo é realmente a hipocrisia.

Não nascemos civilizados, educados, isso tudo é ensinado e através de gerações mudado ou reinventado novamente. Se o amor é o belo, logo qualquer forma de amar tem que ser considerado belo. MAS, ALTO LÁ! Sempre existirá as exceções…

Existe tipos de amor que não são aceitos, amores que não são socialmente considerados amores. (Uma leve pauta para todos os tipos de amores rs.). O amor entre duas pessoas, consensual e independente está sendo injustiçado e sofrendo retaliações.

Duas pessoas, talvez com o mesmo ou não gênero, talvez com a mesma etnia, talvez não com a mesma característica física, mas por quê talvez um é aceito e o outro não?

R: O sistema de julgamento Homens nas Cavernas.


Ainda estamos vivemos em cavernas, separados por outras cavernas de diferentes tamanhos. O mundo fora das cavernas é visto através das sombras que refletem no interior, na maioria das vezes, superficial o suficiente para não saber interpretar. Alguns poucos corajosos se ariscarão a um mundo que nada está definido, ao novo, onde poucos estão.

Não ser homofóbico é sair da caverna do medo, é ter fé que não importa se é o “novo” e sem regras, sem ter a consciência que poderá reinventar o “mundo externo”. Não ser homofóbico, não ser racista, não ser machista… é ter a coragem de não ser ninguém, de não ser de novo mais alguém no mundo das cavernas, vendo o mundo acontecer através das sombras; é ser alguém que decidiu ter escolhas, é ser alguém que questionará preconceitos.

O preconceito é um senso comum fundado à anos para esconder a covardia humana.

A nossa sociedade só será civilizada, educada e nenhum pouco egoísta se conseguir ser capaz de sair do padrão de vida homens nas cavernas.

Não podemos contar com dilemas, com a moral, de que não é nossa! Temos que ter novamente esperança, não cega e nem ingenua, mas acreditar que um dia alguém será capaz de sair de um caverna cada vez maior e conseguirá usufruir da verdadeira liberdade que o mundo disponibiliza aos ex moradores.

E você, já saiu de alguma caverna hoje?

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“Tudo começa com: Pensamento, crítica e discussão”
by: Saulo Junio, (Saolo).