Propostas aprovadas pelo Conselho Municipal de Saúde de Contagem vão viabilizar um repasse anual de R$ 24 milhões à cidade
O Conselho Municipal de Saúde de Contagem (CMSC) realizou assembleia extraordinária na última terça-feira, dia 23, no auditório da prefeitura, para analisar e votar as propostas da atual gestão para melhorar os serviços de saúde oferecidos na Atenção Básica, na Urgência e Emergência, na Média Complexidade e no Complexo Hospitalar do município. Por unanimidade, os 18 conselheiros titulares presentes votaram pela aprovação das medidas que buscam habilitar e credenciar junto ao Ministério da Saúde (MS) e a Secretaria de Estado da Saúde (SES) serviços que já funcionam, mas que até o momento não recebem recurso federal e estadual. O montante é da ordem de R$ 24 milhões por ano.

Durante a reunião, o secretário de Saúde, Bruno Diniz, que é conselheiro do CMSC pelo seguimento gestor, apresentou o cenário caótico da saúde encontrado pela atual gestão em janeiro deste ano, quando a nova administração assumiu a prefeitura. “Temos uma baixa cobertura do Programa Estratégia Saúde da Família (ESF) que atende somente 56,9% da população, equipes incompletas, Unidades Básicas de Saúde (UBS) inadequadas”, elencou Diniz, ao citar os diversos problemas na Atenção Básica municipal. Em relação à Urgência e Emergência, o secretário destacou a falta de manutenção preventiva e corretiva nos prédios das Unidades de Prontos Atendimento (Upas), a falta de equipamentos essenciais, como o desfibrilador, e também a carência de equipamentos médicos hospitalares, como o raio-x, eletrocardiógrafo e outros.

Em duas horas de reunião, foi apresentado um diagnóstico desafiador, incluindo os problemas identificados nos serviços de Saúde Bucal, Saúde Mental e os atendimentos na média complexidade, que engloba os três Centros de Consultas Especializados (CCEs) no município, além do Complexo Hospitalar de Contagem, que inclui o Hospital Municipal de Contagem (HMC) e a Maternidade Juventina Paula de Jesus.
“Hoje trouxemos ao conselho o cenário da rede de saúde pública de Contagem, pois é muito importante que os trabalhadores e os usuários que fazem parte do conselho possam conhecer essa realidade e entender as dificuldades de colocar a casa em ordem, para também nos ajudar no trabalho de reconstrução da saúde no município”, comentou o secretário, Bruno Diniz.
De acordo com o secretário, as propostas aprovadas são parte do processo de médio e longo prazo para a habilitação de serviços que já funcionam no município, mas que, por não estarem credenciados no Ministério da Saúde (MS) e no estado, impedem o repasse à cidade R$ 24 milhões anuais. O valor, segundo Diniz, poderia ser utilizado para salvar vidas, comprar insumos e materiais hospitalares, além de contratar profissionais para reforçar o atendimento na cidade e garantir um serviço de qualidade aos usuários do SUS Contagem. “Nós estamos fazendo o dever de casa, leitos que foram criados, mas que em nenhum momento foi conversado com as esferas federal e estadual”, exemplificou. O passo seguinte agora é a publicação das portarias junto ao MS e ao estado para a habilitação e credenciamentos dos serviços, que trarão um novo tempo para a saúde na cidade.

“Estamos achando maravilhoso este diagnóstico e as soluções apontadas. Nós que atuamos na ponta já sentimos a diferença. O que foi feito em 40 dias de governo a gestão passada não fez em quatro anos. Podemos citar a contratação de profissionais médicos, enfermeiros, a compra de remédios e a melhora nos fluxos de atendimento”, destacou a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Cássia Simone da Silva, servidora efetiva, que atua como técnica de enfermagem na Upa Sede.
Jornalista: Jefferson Lorentz -Ascom/SMS
Fotógrafo: Fábio Silva-Ascom/SMS
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22/02/2017
