Quando uma bomba faz a diferença

Aparelho usado na aplicação de insulina e no monitoramento do diabetes melhora a qualidade de vida do garoto Nicollas. Bomba mantida junto ao corpo, insulina e insumos diversos passaram a ser fornecidos pela SMS desde janeiro deste ano

Nicollas Guijarro Brandão Nunes, que fará 13 anos no próximo dia 6, é uma criança como outras de sua geração. Gosta de games de terror, de dinossauros, de andar de bicicleta e de skate. Estuda, brinca e sonha em ser cientista da Nasa, a agência espacial americana. Com um detalhe: o garoto possui diabetes tipo 1, categoria bastante agressiva da doença que pode causar cegueira, insuficiência renal e amputações de membros. Sua condição o levou a ser reprovado na escola no ano passado, já que precisava faltar muito quando passava mal por causa das complicações associadas à doença. Também por causa disso, no ano passado, Nicollas foi internado no CTI infantil seis vezes e teve duas paradas cardíacas.

Mas, desde o último dia 12/01, a luta iniciada há seis anos por Nicollas e sua mãe, Patrícia Brandão, quando receberam o diagnóstico da doença, ganhou uma poderosa aliada: uma bomba mantida permanentemente junto ao corpo do menino, que libera doses de insulina continuamente, de acordo com as necessidades do organismo em cada momento do dia.

Como muitos de sua idade, Nicollas possui uma gaveta cheia de games de terror e outros gêneros
O uso do aparelho não impede o menino de ter uma vida ativa, com atividades como andar de bicicleta
Patrícia, ao fundo da foto, conta que Lilica, uma das cachorrinhas do Nicollas, tinha gravidez psicológica toda vez que o garoto era internado

Agora, o menino está livre de tomar as seis injeções diárias de insulina, rotina enfrentada dos sete anos de idade até janeiro deste ano, quando uma determinação do prefeito Alex de Freitas fez com que a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) forneça a ele a bomba, a insulina e outros insumos necessários para o tratamento. Em junho do ano passado, a família de Nicollas conseguiu na justiça uma liminar determinando que SMS fornecesse esses itens, mas até o fim de 2016 a decisão judicial não estava sendo cumprida, situação que mudou na atual gestão.

“A glicose”, responde Nicollas, com convicção, quando perguntando sobre o que mudou na sua vida depois do uso do aparelho. “Todo mundo tem glicose, mas não pode ficar nem alta e nem baixa demais. A minha oscilava muito. Quando estava muito alta eu ia embora da escola, tinha dor na barriga e ânsia de vômito. E quando estava baixa, era tremedeira e tontura”, relata.

A bomba fica continuamente ligada ao corpo de Nicollas. Na hora do banho, é só desconectá-la. Os cateteres que ligam o aparelho ao corpo, localizados na perna e nas costas, precisam ser trocados a cada três dias esses

“Passou a comer demais”, completa mãe, que conta que, devido à situação, o menino precisava se privar de comer um dos seus alimentos favoritos: as frutas. “Imagine o que é para uma criança que adora frutas poder comer apenas um quatro de laranja e meia banana por dia. Se já é difícil para nós, adultos, fazermos dieta, pense o que é isso para uma criança”, reflete Patrícia. Agora, a situação financeira da família também irá melhorar. Os gastos mensais com insulina chegavam a R$ 1.300. “Vou conseguir pagar o cartão de crédito”, planeja Patrícia.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), os objetivos mais importantes das ações relacionadas ao diabetes são controlar a glicemia e, com isso, em longo prazo, reduzir as complicações e as taxas de mortalidade causadas por essa doença.

Data: 15/02/2017

Repórter: Carolina Brauer/Ascom/SMS

Fotógrafa: Carolina Brauer/Ascom/SMS

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