Saiba como distinguir os sintomas da gripe e resfriado
Conhecimento sobre os dois males ajuda na prevenção e a evitar complicações

É só começar o inverno, com baixas temperaturas e tempo seco, que aparecem as temidas doenças respiratórias. Gripe e resfriado são as mais comuns. Mas apesar dos sintomas parecidos, são males diferentes.
É necessário distinguir qual o problema melhor prevenir e evitar complicações. A diferença mais significativa entre gripe e resfriado é a intensidade dos sintomas.
A gripe é causada pelo vírus influenza e tem como principais sintomas febre (em geral acima de 37 graus), dores musculares e nas articulações, congestão nasal, tosse, dor de garganta e coriza. Costumam se manifestar entre dois e três dias após o contágio e duram, em média, uma semana.
O resfriado é causado por dezenas de vírus diferentes, como o rinovírus, o adenovírus e a parainfluenza. Os sintomas são mais brandos e duram menos tempo, entre dois e quatro dias. Em geral, as pessoas apresentam tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e de garganta (leve).
No resfriado, a febre é menos comum e, quando aparece, é baixa (até 37 graus).
Prevenção
Segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Contagem, Verceli Andrade, adotar hábitos simples de higiene, como lavar as mãos frequentemente, é um modo eficaz de prevenção. “Outros são compartilhar objetos pessoais se estiver com sintomas de gripe e cobrir boca e nariz com lenço descartável ao tossir e espirar”, destaca.
O SUS Contagem oferece de forma gratuita a vacina contra a gripe. A prioridade são as crianças entre 6 meses e 5 anos, pessoas com 60 anos ou mais, gestantes e mulheres com até 45 dias após o parto e trabalhadores da saúde. Também podem se vacinar pessoas com doenças crônicas não-transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais.
Tratamento
O Ministério da Saúde recomenda que ao surgir os primeiros sintomas de gripe ou resfriado a pessoa deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Não tome medicamentos por conta própria, como os antigripais. A automedicação pode mascarar sintomas, contribuir para o agravamento da doença e dificultar o diagnóstico, que deve ser feito por um médico.
Data: 21/07/2017
Repórter: Lucas Santos
Foto: Adelcio Barbosa
