Sunday Mourning Talks: Clifford, o Grande Cão Vermelho

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- É “morning”.
- Oi?
- Você tá escrevendo errado. É “morning”.
- Não, não. É “mourning” mesmo, com “u”. Todas as conversas são sobre alegrias dentro do luto. Ou tristezas escondidas em sorrisos. Sobre como as duas coisas andam sempre juntas.
- Mas você quase sempre escreve de manhã.
- Sim. É como uma piada por si só.
- E tem certeza que a palavra “mourning” com “u” existe?
- Haha! Tenho sim, xuxu.
- Talvez seja como um episódio de Clifford. Em que a gente só descobre o que tava escondido no fim e ri porque tava lá o tempo todo.
 — Eu nunca entedi bem esse desenho. Quer dizer, o cachorro é grande, ok, mas pra quê fazer disso um mistério, sabe?
- Alguma conversa que a gente teve vai aparecer lá?
- Não faço a menor ideia.
- Ia ser legal se aparecesse. Me sentiria importante.
- Você é muito importante pra mim.
- Eu sei. Mas é melhor ser importante de um jeito registrado. Assim eu vou poder jogar na cara das pessoas.
- Eu nunca devia ter te ensinado essa expressão, gente.
- Você me ensinou uma outra que gosto muito, sabia? “O tempo é como um rosto na água!”. Eu ainda não sei usar essa direito.
- Ah, essa! Essa é bem difícil mesmo. Talvez seja como um episódio de Clifford. Em que a gente só descobre o que estava escondido no fim e…
- Hahahaha! Seu chato!

#sundaymourningtalks
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