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Recife me puxou pela mão
Convidou pra dançar um frevo 
Pra tomar um axé
Tentou me roubar um beijo
E eu disse: não!

João Pessoa me cercou 
Tocou na minha cintura e chamou:
“Vem comigo!”
Não deu certo porque eu não quis
É o que todo mundo diz

São Paulo é outra história
Me puxa pelos cabelos 
E no trânsito infernal
Me fode sem dó, sem pena
No meio disso tudo
Eu viro puro poema.

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