Probabilidade de morte em atropelamento aumenta de acordo com a velocidade do veículo

As chances de sobrevivência em um atropelamento diminuem exponencialmente quando a velocidade de impacto do veículo é maior. As informações são do “Gestão de velocidade: um manual de segurança”, elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o manual, se a velocidade de impacto do veículo sobre o pedestre for de 32 km/h, as chances de sobrevivência são de 95%. Se a velocidade for 48 km/h, a probabilidade cai para 55%. A partir de 64 km/h, a probabilidade de sobreviver é reduzida a 15%.

A velocidade tem sido identificada como fator relevante para a gravidade de lesões também em caso de colisão de veículos. Quanto maior a velocidade, mais graves são as lesões. Além do impacto, a energia mecânica (cinética) gerada pela alta velocidade é “transferida aos corpos humanos em quantidades e taxas que danificam a estrutura celular, os tecidos, os vasos sanguíneos e outras estruturas do corpo”.

Tanto usuários vulneráveis (pedestres, ciclistas, motociclistas) como os abrigados em carros estão sujeitos a lesões gravíssimas ou fatais, de acordo com o aumento da velocidade dos veículos envolvidos. Respeitar os limites de velocidade, as sinalizações verticais e horizontais, bem como a preferência entre pedestres e veículos pode ajudar a salvar vidas.

Projeto em tramitação no Senado quer alterar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), determinando a suspensão do direito de dirigir quando o condutor causar acidente com vítima ao transitar em velocidade 50% superior à máxima permitida no local e, também, ao condutor que dirija sob a influência de álcool ou outras substâncias.

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