A expectativa.

Esses dias comprei um bolo, eu tinha emagrecido, e decidi me presentear com um generoso pedaço, que a muito tempo queria provar. O sabor era de Leite Ninho com Nutella, bem gourmet mesmo, daquele tipo que a gente nunca come, pelo preço alto, pela acessibilidade, e também pela ‘eterna’ dieta. O bolo era lindo, digno de uma foto no instagram, com dezenas de hashtags pra dizer o quanto ele era bom. Comprei, me preparei, e dei a primeira mordida...
Para minha surpresa, o bolo era ruim. Sim, mesmo sendo de leite ninho, e nutella, duas guloseimas em alta hoje em dia. O dito bolo era mesmo muito ruim. Coloquei todas as minhas expectativas no bolo, e ele me decepcionou, não era o que eu esperava. Isso me fez refletir nas expectativas que colocamos nas pessoas, também nas coisas, mas o caso aqui são as pessoas.
Nós insistimos, sempre, em traçar em nossa consciência, como tal pessoa deve agir e pensar. E é ai que a decepção aparece. Por que esquecemos que cada um é um universo, com suas próprias convicções, crenças, criações, gostos etc; E por cada pessoa ser totalmente diferente, que ele nunca vai se comportar de acordo com achamos que elas deveriam, e a pessoa é isenta de culpa. Afinal, as expectativas são nossas, e não do outro. Isso que devemos sempre trazer ao nosso consciente, que o outro é diferente, e não tem obrigação de se comportar como gostaríamos. Isso pode ser duro, mas é assim que as coisas são. Temos que colocar expectativas em nós, porque nós sim podemos agir da forma que queremos e esperamos.
Crie um animal, mas não crie expectativas. A culpa não era do bolo.