Inovações para um mundo conectado
Colaboração para um futuro mais humano, uma das tendências apontadas pelo BS Festival

Está tudo mudando tão rápido, que até quem sabia tudo de tendências até poucos anos atrás, está sem saber para onde ir. Então, reunir em um evento casos de quem está fazendo a diferença no mercado é uma grande sacada. Nessa edição, o Black Sheep — BSFestival — realizado uma vez por ano em Porto Alegre, promoveu palestras e oficinas sobre inovação em diversos pontos do bairro Floresta. Em locais desconhecidos e reconhecidos, juntou cerca de 1500 pessoas em 12 hubs. Nessa região, fica o Distrito Criativo, chamado como Distrito C.
Foi um festival de óculos com diversos tipos de lentes e armações, para se enxergar o mundo de várias formas. Por isso a ovelhinha do evento esteja de óculos, avalio. Era muito difícil escolher o que assistir em cada momento, pois foram realizadas 120 atividades, muitas no mesmo horário. Então, não sei se fiz as melhores escolhas, mas consegui captar muitas pérolas, que vou apresentar em textos, com fotos e vídeos ao longo dessa semana.
Com ajuda do Camilo Pedrollo, da Conquista Comunicação Socioambiental, fiz entrevistas pelo celular. Ou seja, também experimentei ser jornalista usando outros formatos e abordagens, sempre focando no conteúdo que evidencia as transformações que estão acontecendo. Mas como diz a Lala Deheinzelin, o feito é melhor que perfeito! Muitas vezes, deixei de cobrir questões porque não me sentia a vontade em usar o celular. Pois hoje os tempos são outros, precisamos nos reinventar, reaprender, desaprender e aprender e estar aberta ao novo…
No sábado, dia 1º de setembro, o Nagib Nassif, um publicitário paulista que trabalha com internet das coisas (IoT, sigla em inglês), principalmente wearables (coisas de se vestir, como relógios, roupas) mostrou dois cases seus que foram premiados em Cannes. Pra provar o quanto o assédio é real, três mulheres usaram em uma festa vestidos com pontos de sensibilidade conectados a computadores. Em três horas, elas foram molestadas — não tocadas, mas apertadas, 157 vezes!
Outro exemplo relatado foi um boné projetado para caminhoneiro, que detecta se o motorista está com sono. Há reportagens na internet sobre o produto, confira o teste que um repórter fez. Imagina quantas mortes podem ser evitadas com um dispositivo desse?
Já a Isabela Ventura, que tem a Squidit, uma agência que promove campanha através de influenciadores, contou que em quatro anos, já realizou 900 campanhas para diferentes marcas ativando uma rede de mais de 200 mil influenciadores. Isso significa que uma boa parte dos anunciantes já sacou que não adianta gastar com publicidade em revista ou jornal, que dá uma baita trabalho pra confeccionar o anúncio. É muito mais barato, investir nesse tipo de marketing digital.
Outro publicitário, que saiu de grandes agências, acredita que o negócio é investir nas pequenas e médias empresas. “Nada vende melhor que um cliente satisfeito”, disse Everson Klein, da NOC. Ele contrata “produtores de conteúdo” que fazem fotos de clientes contentes em lojas, restaurantes, todo tipo de empreendimento. Seus clientes pagam uma mensalidade de apenas R$39,90. Ele contou que paga 20 reais por hora trabalhada para esses produtores que devem ter entre 18 e 35 anos. Pra ele, todo empreendedor tem história pra contar. Isso não seria a uberização da publicidade, fiquei me perguntando…

Tenho mais coisas pra contar… Meu próximo post será sobre o workshop sobre a Fluxonomia 4D. A assessora do SESC RS Adriane Moraes vai contar sobre os benefícios que a organização está tendo com as ferramentas utilizadas pela futurista Lala Deheinzelin, criadora da Fluxonomia.
