Prisão

Não aguento mais tanto vento

Eu prendo e sopro sopro sopro

aperto abdome inspiro e solto

mas o vento nunca fica pouco

É vento na costa

barriga

no peito

ainda tô aprendendo um jeito

de abraçar sem arrotar

Mas pensa num negócio difícil

Meu mais sujo orifício

não quer colaborar

Não solta ventinho sequer

parece amar que minha mulher

ria de mim sem me ajudar

Me sinto enfezado e alegre:

Hoje minha maior intempérie

é não conseguir peidar