…e o rock continua: Do Sol — Maceió (2ª Data)

Medulla (RJ) é um dos nomes principais do festival por aqui e tem a missão de segurar o público até o fim da 2ª noite — foto por: Tinho Souza

por: Luiz bzg
fotos: divulgação

Prepara o ouvido que domingo (15) rola mais uma etapa do Festival Do Sol — Maceió, realizado pelo primeiro ano aqui na cidade. Baseada no rock, a segunda data do Do Sol por aqui aposta em uma escalação que não se apoia em grandes headlines, mas que ataca certeira em estilos e bandas que andam em evidência atualmente no rolê alternativo.

Do time da casa, chegam pra somar: Yo Soy Toño, The Doses, Mayash e Velha História. Já no time dos visitantes aportam por aqui: Mundo Alto (SP), Maguerbes (SP), Water Rats (PR/SP) e Medulla (RJ).

Yo Soy Toño é um projeto indie/folk de Antônio Oiticica, figura envolvido em outros trampos de música por aqui e que traz agora seu show em um formato com banda, já que geralmente as apresentações do cara tem um clima mais voz e violão. Em busca de marcar espaço no cenário, YST toca cada vez mais por aqui e recebe a responsa de iniciar os trabalhos da tarde/noite de shows no domingo.

A The Doses chega pra abrir a roda de pogo com seu hardcore aliado ao metal e cheiro de cachaça vagabunda. Músicas rápidas, bêbadas e cheias de putaria que linkam a banda a nomes como Matanza e afins. Som pesado pra se jogar no mosh e se entupir de birita, se essa for sua praia é claro.

A Velha História faz um som que vai de um lugar ao outro sempre com foco nas vertentes roqueiras. Um pouco de punk rock, rock nacional e umas pitadas de pop rock e até rap, cada um a sua medida. Lançaram há poucos dias um clipe novo e trampam em cima de divulgar suas músicas.

Unir psicodelia ao grunge é a vibe da Mayash, banda recente na cidade e cheia de referências do rock viajado dos anos 70 e o ar guitarreiro das bandas da década de 90. Uma das novidades alagoanas que vem marcando seu espaço no cenário. Som redondinho , bem executado e cantando em inglês.

Um clima intimista deve tomar conta do festival quando a Mundo Alto (SP) subir ao palco. Som pra quem gosta de ouvir prestando atenção e ficar viajando nas guitarrinhas leves e destacadas junto a um vocal suave que convida os mais próximos a cantar junto. Um rockinho inocente com pitadas de pop que deve atrair o pessoal mais ‘descolado’.

A Maguerbes (SP) cola por aqui mais uma vez! Há alguns anos atrás, dividindo o palco com a Dead Fish e prejudicados por um péssimo som de palco, a banda ficou injustiçada. Chegou a hora de virar o jogo e mostrar pra que veio. São 21 anos de estrada com uma música intensa puxada por um vocal gritado e desesperado com ares de um post-hardcore alternado entre partes rápidas e outras mais arrastadas. Sonzão nervoso pra bater cabeça!

Já o punk rock da Water Rats (PR/SP) promete guitarras altas e músicas curtas, e é com certeza uma das bandas mais esperadas da noite. Comandada por Pablo Capilé, da finada Sugar Kane, a WR toca pela primeira vez em Maceió e já atrai uma boa atenção, visto que os caras veem tocando bastante e fazendo turnês dentro e fora do país, além de ser uma das apostas do selo Läjä Records. Barulho garantido pra quem curte rock simples e agitado.

Quem lembra do primeiro show da Medulla (RJ) por aqui? Pois é, lá em 2006 surfando numa boa fase a banda caiu por aqui depois de tocar no Abril Pro Rock daquele ano. Mas como ninguém vive de passado e depois disso muita coisa rolou, os gêmeos e sua trupe desembarcam na cidade com gostinho de primeira vez. Uma mistura bem encontrada entre melodia e peso, difícil de rotular, é a principal marca da banda, uma das apostas da noite e que encerra a segunda data do Do Sol por aqui. Assumem a missão de segurar o público até o fim, o que talvez não seja difícil, já que a Medulla é uma das atrações que mais tem despertado interesse entre o público local, dos mais roqueiros aos mais contidos.

Logo menos a gente volta pra falar da última data do festival por aqui…

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