Dar uma vida nova à Escola de Porto Real

Quando chegámos à sala de professores da escola de Porto Real, que conseguimos reabilitar, encontrámos um espaço pequeno e muito desorganizado, mas, no meio de todo o pó e caixas de livros empilhadas, reconhecemos ainda um recanto especial onde estavam guardados cuidadosamente os trabalhos manuais.
Inicialmente, esvaziámos a sala e percebemos que era preciso pintar o espaço. Depressa percebi que não ia ser tarefa fácil encontrar os materiais de que precisávamos, mas fomos persistentes. De quitanda em quitanda, fomos conhecendo novos sorrisos e, com um excelente trabalho de equipa, conseguimos a tinta, o corante, o rolo e as lixas. O que começou por ser uma dificuldade tornou-se num desafio e a minha parte preferida da reabilitação: a procura dos materiais.


Como sempre acontece, tivemos alguns percalços. Afinal, a tinta que comprámos não era a mais indicada e aquilo de que precisávamos mesmo era de um esfregão porque não estávamos a ser bem-sucedidos com as lixas. Tranquilos que nem uns esquilos, fomos à procura de soluções. Já vos dissemos por aqui que, no final, corre sempre tudo bem, certo? Foi o que aconteceu mais uma vez. O Miguel conseguiu arranjar um esfregão emprestado para lavarmos as paredes e o senhor Hipólito (do supermercado onde comprámos a tinta) trocou-nos o balde por outro de um produto mais apropriado. No final da semana conseguimos pintar as paredes e organizar os manuais com direito a música, dança e a preciosa ajuda das crianças da roça.
Maria