Dedos no ar, uns sentados e outros de pé, é dia de SFA na Escola

Voltámos às aulas e fomos falar com os pequenos alunos sobre coisas que normalmente não aprendem entre contas e regras gramaticais. Era mesmo esse o objectivo: levar novas matérias às crianças. Mesmo antes das aulas começarem — aqui o início do ano letivo atrasou um pouco — fizemos o II SFA na Escola.

De mochila às costas fomos com o caderno preenchido com Direitos Humanos, Consciência Ambiental, Comunicação e Universo descritos em palavras simples de letra desenhada. A turma rapidamente ficou pronta e a sala encheu-se de olhares atentos ao quadro ainda apagado e a nós. O que íamos ali fazer? Era a primeira vez que a nossa equipa ia à roça da Nova Estrela. Também fomos a Porto Real e aí os miúdos já nos chamavam pelos nomes e menos vezes por “brrancos”.

Através de jogos, gestos, riscos no quadro, falámos de algo novo para eles. Não pôr o lixo no chão porque vai poluir o sítio onde vivem, ouvir o outro, pensar nos sentimentos e ver o céu estrelado sabendo o que aquilo é. Foram estes alguns dos pontos dados nos vários módulos.

Ao sair da aula, um menino foi logo a correr para jogar à bola no campo verde ali à frente. O Nuno acompanhava-o e de repente ele parou. Apontou para uma poça com latas velhas a degradarem-se. “Poluição da água”, afirmou, convicto. E esta frase inocente fez-nos regressar à cidade de Santo António com a sensação de que o esforço dos nove meses de preparação que tivemos foi compensado.

Alexandra