Os miúdos da nossa rua

Nos últimos dias temos tido oportunidade de nos aproximarmos da comunidade e de nos envolvermos na cultura e ontem foi um dia muito especial para mim. Depois das tarefas do período da manhã, regressámos a casa e de repente fomos surpreendidos por um grupo de crianças. Eram 10, entraram em nossa casa com um ar muito observador e pareciam muito curiosos. Para quebrar o gelo, fui buscar uma bola que estava lá em casa e fomos todos para o jardim brincar. Estas caras observadoras ficaram mesmo animadas: dançaram, pularam e gritaram de alegria.

Ao fim de algum tempo, foram aparecendo cada vez mais crianças e já éramos muitos para estarmos todos no jardim de casa. Então fomos até ao campo de futebol no centro da cidade. É um campo com chão de pedra e com balizas de metal improvisadas, mas o suficiente para podermos jogar. Foi no caminho até lá que os conheci melhor: a Isa, o Jordão, o Aloísio, o Jeremias, o Tiago e o Milé, todos com idades entre os 5 e os 9 anos, com excepção do Milé que só tem 2.

O Aloísio é sem dúvida o líder do grupo: todos o seguem e tem sempre algo a dizer ou a propor. O Jeremias é o mais esperto e gosta muito de matemática. A Isa é a mais calada e a que todos subestimam.

Depois de ter arbitrado o jogo de futebol, fomos até à fonte beber água. É que por aqui o calor por vezes é insuportável! Depois de descansarmos um pouco, foi tempo de eu aprender o hino nacional e regional do Príncipe.

Esta tarde fez-me pensar que, de facto, precisamos de muito pouco para conseguirmos arrancar um sorriso de uma criança.

Um grande, grande beijinho, a partir da ilha mais bonita do mundo,

Beatriz, a “acilerrada” do grupo, como já sou conhecida por cá.

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