Minha experiência com Pokemon GO
De tempos em tempos surgem aplicativos que são sucesso de download, que todos os usuários baixam e comentam e que alguém ganha muito dinheiro por ter criado. Mas acho que já podemos dizer que o Pokemon GO é um dos mais (se não o mais) popular destes.
Acho que tudo começou a algum tempo atrás em um Primeiro de Abril quando o Google fez o que sempre faz nessa data: uma pegadinha. Desta vez além do trocadilho acho que eles se aproveitaram da data para fazer uma pesquisa de mercado. Eles disseram que lançariam um jogo em que você teria que andar para capturar os Pokemon (me disseram que não tem plural)e já nessa época estava presente a realidade aumentada, pelo jeito a pesquisa foi positiva.
De qualquer forma, desde a “pegadinha” eu já estava ansioso, como seria legal se fosse verdade. Quando foi anunciado o jogo eu só queria que saísse logo no Brasil e que meu celular aguentasse (tenho um moto G de primeira geração, a realidade aumentada não funciona, mas o resto tá chic demais).
Logo de início o que se percebe é que não há um tutorial destes que vemos na maiorias dos jogos, você acaba aprendendo a jogar jogando (o que é um pouco dificultado pelo jogo ser em inglês) e conversando com os amigos — tenho um amigo que me passa as manhas que ele vê por ai — , de qualquer forma não é tão difícil de entender e jogar.
O destaque inicial do jogo é você ter que andar, tanto para que os Pokemon apareçam no seu radar como para conseguir itens que são encontrados nos pokestops (geralmente em marcos importantes da cidade ou então numa caixa de correio bonita como é o caso daqui) espalhados pela cidade. Como qualquer jogo que tem elementos de RPG você vai ganhando experiência (XP) e com o tempo sobe de nível, e isso é viciante, cada nível alcançado te dá vontade de buscar o próximo. Outra coisa viciante são as capturas, eu acho que como nos jogos mais antigos os jogadores deveriam batalhar com o Pokemon, enfraquece-lo e só então captura-lo, mas jogar a pokebola já é satisfatório, no fim das contas o vicio fica por conta de conseguir pegar um Pokemon que você ainda não havia pegado, ou mais forte, ou mesmo pegar o mesmo Pokemon para evoluir e com isso você sempre quer mais e mais capturas.
Um aspecto que me chamou muita atenção é a criação de bandos, os jogadores tem andado em grupo para fazer suas caçadas e assim vão criando um movimento pela cidade que é algo que chama a atenção, sem falar nos eventos que estão sendo marcados via Facebook e Whatsapp. Minha cidade é relativamente pequena, mas neste domingo em torno de alguns pokestops havia mais ou menos 30 pessoas, e você chega lá e encontra um ambiente de socialização que eu nunca havia visto em outros jogos, você vai ver vários amigos ou mesmo pessoas que você nunca viu, conversando, discutindo sobre qual ginásio está com qual equipe, qual seu Pokemon mais forte, etc.
Acho que este é o grande ganho com o Pokemon GO, as pessoas estão saindo mais, conversando mais, passeando mais, conhecendo a cidade em que moram (aqueles monumentos que ninguém sabia que existiam) e conhecendo outros jogadores, outras pessoas, outros mestres Pokemon (xD).
Minha opinião é: esse é um jogo muito legal, que a criadora (isso mesmo, é uma mulher) mandou muito bem!
Um recado para as pessoas que estão falando por ai que é brincadeira boba e que Pokemon GO transforma as pessoas em zumbis: tentem jogar, quem sabe vocês não vão mudar de ideia e passar a se divertir também, afinal de contas se tanta gente está se divertindo e você não, talvez você é que seja o zumbi, e se este for o caso, volta para o Facebook e posta alguma bobeira lá, NINGUÉM LIGA!