Intensidade: dois seres, três palavras e um universo
E, na noite passada, um universo inteiro fora abalado por átimo de segundo ao deparar-se com o olhar profundo do mais novo amor de sua vida.

Bem, eu poderia dizer logo de uma vez, sem arrodeio o quão nos queremos. Todavia, preferi fazer uso dessas artimanhas só para ganhar um pouco mais de espaço e tempo em tua vida.
Eu poderia contar tudo em detalhes — eles não me faltam na mente.
A forma como tu me tocas, como o beijo e até mesmo nossos abraços têm me aquecido de uma forma que nem eu mesma acreditava ser possível novamente.
Sei por contar-me que também sofrias/sofre deste mesmo mal e tenho em mente que esse chama que fora acesa em mim, também fora em ti.
E vejo que vivemos algo tão real e magnifico como uma aurora boreal num dia de inverno.
Algo que não depende apenas de mim ou de ti para ser assim, mas dos dois. É como se fosse uma junção quase que perfeita — já que a perfeição não existe.
E, todos os dias até o presente momento em que passamos juntos, percebo que a intensidade das tuas palavras em relação às minhas, não são, como na maioria das vezes com quaisquer outros, vazias.
São tão fartas, profundas, densas e acima de tudo… verdadeiras.
Além disso, principalmente na noite passada, três delas foram capazes de desestruturar todo o universo existente dentro de mim.
Não fora uma penetração do falo, digo, fora a penetração do teu olhar no meu ao tempo que dizia-me baixinho “Amo tu demais”. — Ao menos fora assim que ouvi, já que encontrava-me fixamente hipnotizada por aquela penetração ocular.
E assim, todo o universo que preenche-me entrou em estado de transbordo, graças ao sentimento recíproco do nosso amor.
Bem que a noite poderia ter congelado naquele instante, lobo meu.
