Ela seria uma estrela

Era um sonho, desde criança
Ela queria ser estrela
Ela dançava, cantava, interpretava
E foi sempre assim
Ela seria uma estrela

E a estrela cresceu
Acendeu, se fortaleceu
Muito sobre a arte, ela aprendeu
Até a arte e ela, serem uma só
Como a flor e a fragrância, desabrochando naturalmente

Aí, ela foi atrás, para a cidade grande
Ser artista de cinema e viver sua arte
E continuou dançando, cantando, interpretando
E conheceu pessoas, ouviu histórias, liberou seu sorriso
A magia do mundo das esperanças, cintilava exuberantemente

E, nos bailes da vida, conheceu pessoas famosas
Mentes encantadoras, imaginações vigorosas
Até que veio a oportunidade para o seu teste favorito
O diretor perfeito, no roteiro fantástico, com o elenco admirável
Ela abriu sua alma, e encenou toda a sua sapiência

Foi para casa em estado de plenitude
A melhor performance de sua vida, no momento exato
Dormiu o sono dos anjos, predizendo a magia do novo dia
Acordou excitada, tomou seu café com amor
E sentou-se para aguardar o inevitável convite

Os dias passaram, e o telefone não tocava
Mas ela se toca, e liga para saber a resposta
Eles a pedem para esperar
E os dias seguem passando, na espera
Maldita espera, que desespera
Até que ela se cansa de esperar, desesperada

Então, ela dança o seu último passo
Canta sua última melodia
Interpreta sua última cena
Veste seu último figurino
De maneira tão íntegra e real
Que ela e sua arte, em sua indelével unidade
Fecham as cortinas do teatro da vida, juntas. 
(Tadany — 13 05 17)

Como citar este Poema:
Cargnin dos Santos, Tadany. Ela seria uma estrela. www.tadany.org ®

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