Quem Sou II

De onde será que sou?

Pergunto-me a cada segundo

Para onde será que vou?

É uma indagação que levo neste mundo.

Na faixa rósea de um ocaso

Vibrava um manuscrito com dizeres

Um compêndio de um parnaso

Que desvelava todos os haveres

Nele encontrei as principais soluções

De onde reinava minha essência

A qual transcendia todos os portões

Desta breve e efêmera existência

Descobri que venho do vale da bondade

Onde um riacho flui moléculas de compaixão

Que meus órgãos nasceram da vontade

Da Força Sublime que é o Todo na imensidão

Que tenho raízes plantadas na lavoura da sabedoria

Onde a terra é adubada pela consciência

Que somos todos de uma única confraria

Onde a fraternidade transborda sua imanência

Lá dizia que sou herdeiro direto da imaginação

E progenitor do átomo do misticismo

Que com minha herança devo semear a união

E com fervor fecundar sincretismos

Que a certeza jamais será minha companheira

Porque a segurança é o cárcere da liberdade

Que o amor carregarei como bandeira

Porque é a natureza de minha divindade

Vi também jardins de infinita beleza

Onde a paz vagava harmonicamente

Que serei dignitário de muita riqueza

Que flamejará nos recônditos da mente

Que na senda onde deixar minhas pegadas

Suculentos frutos de nirvana florescerão

Que o brilho da lua será a eterna fada

Responsável por afagar meu coração

Finalmente, observei partículas de caridade

Emanando de um orifício no meio de minha mão

Que a única certeza reside na espiritualidade

E que tudo isto pode ser uma fantástica ilusão.

(Tadany — 07 10 05)

PS: Para citar este Poema:

Cargnin dos Santos, Tadany. Quem Sou II. www.tadany.org®

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