Chega de silenciar mulheres que denunciam assédio e violência!

Geralmente cansa ser feminista, sentir empatia, se preocupar com a outra que sofre o que a gente sofreu/ sofre/ pode ou vai sofrer. Porque as histórias são muito parecidas e sempre muito mal resolvidas…

Mulher denuncia. Abusador/ agressor nega. Mulher é desacreditada e julgada, uns a chamam de louca: “Onde já se viu dizer que um cara legal desses fez uma coisa dessas?”, outros de aproveitadora: “Quer aparecer!”, outros de coisas muito piores do que essas. Vida que segue, normalíssima para o abusador/ agressor e dificílima para a vítima, que muitas vezes acaba virando a culpada da história e tem que lidar sozinha com as consequências.

Denúncias feitas por mulheres seguem esse modelinho sempre, né? Pois esses dias tivemos a surpresa e a delícia de saber que dois casos famosos e amplamente divulgados pela mídia fugiram à regra:

A figurinista Susllen Tonani denunciou o assédio cometido pelo ator José Mayer, nas palavras dela: “(…) acuso o nome dele para que fique claro, que não haja dúvidas. Para que não seja mais fofoca. Que entendam que é abusivo, é antigo, não é brincadeira, é coronelismo, é machismo, é errado. É crime”. Tiraram a nota do ar, ele negou, mas um monte de gente não se conformou em deixar passar, pressionou, ele teve que voltar atrás e lançou nota se desculpando, perdeu o papel em uma futura novela e está temporariamente suspenso na emissora onde trabalha.

Poliana Bagatini Chaves, mulher grávida do cantor Victor, prestou queixa de agressão contra o marido, ele negou, ela voltou atrás e negou também, mas apareceram imagens que confirmam a agressão e ele foi indiciado.

Ver certos ciclos se rompendo é um respiro no meio de tanta coisa que nos sufoca, só um respirinho antes de voltar a lutar pelas outras mulheres que ainda não foram ouvidas, porque vai chegar o dia em que todas nós teremos nossas vozes ouvidas & respeitadas.

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