Bioshock 2 é aquela(e) ex-namorada(o) legal, mas por algum motivo você não gosta de manter contato

Aproveitando meus últimos dias de férias, tive a feliz idéia de rejogar Bioshock 2 — De longe, uma das decisões mais acertadas dos últimos anos..

Primeiramente, admito.. .sou réu confesso — Minhas expectativas não eram as melhores antes do lançamento de Bioshock 2 (fevereiro de 2010). Particularmente, me agarrei a — péssima — idéia que nenhum jogo da franquia poderia ser tão bom quanto o primeiro e, talvez, nem deveria existir um sucessor. Claro que esse medo era justificado — se assim podemos dizer, uma vez que Bioshock 2 não seria produzido pela Irrational Games (desenvolvedora do seu antecessor), mas, sim, pela 2K Marin — Oi? Quem?

Momento “Eai novinha?!” em Bioshock 2

Calando a boca de muitos críticos, a 2K Marin mostrou que tinha condições de manter o bom trabalho da Irrational Games e, mesmo com todas as suas limitações, fez um jogo no mesmo nível de qualidade que o seu antecessor. Se em alguns momentos faltou a imersão — desculpem o trocadilho — do Bioshock 1, sobrou jogabilidade e uma história bem amarrada.

Nota¹ — Esqueçam essa ideia que Bioshock 2 é ruim ou dispensável, apenas joguem.

Algumas semanas antes do Lançamento de Bioshock 2, outro grande jogo fora lançado: Mass Effect 2 (Janeiro de 2010). As comparações eram inevitáveis uma vez que, esses dois jogos carregavam uma carga enorme de expectativas:

1. Manter o universo estabelecido anteriormente de forma coesa

2.Aprimoramento das mecânicas de jogo

3. Melhora da qualidade gráfica do jogo — Quem liga pra isso? hehehe

Momento “vou te furar” — Sem maldade

Boa parte dos fãs — inclusive eu — de Mass Effect e Bioshock, temiam pelo pior. Meses antes do lançamento de ambos os títulos, tive a oportunidade de ler inúmeros artigos questionando se realmente era necessária uma continuação. Dúvidas que só poderiam ser respondidas meses depois.

Após o lançamento de Bioshock 2, muitas pessoas insistiam em dizer que o jogo estava longe do nível de qualidade do seu antecessor. Uma crítica injusta. Eu até respeito que ninguém é obrigado a gostar de algo que não lhe agrada, porém, é necessário um motivo — por mais idiota que seja. Bioshock 2 jogou limpo com seus fãs, mas sofreu de um mal muito comum no mundo dos jogos: Ódio seletivo (Hatters )- Ou seja, ele já nasceu fadado a ser odiado.

A Little Sister tá bem chateada com quem criticou o jogo

Bioshock 2 fez o seu trabalho de maneira digna. Aprimorou as mecânicas de jogabilidade; Criou uma história original e diferente da anterior — mesmo se passando no mesmo local (Rapture)¹ -, mas sem perder a conexão com o seu antecessor. Tudo funciona por conta própria, ouso dizer que chega ser sedutor. Impossível não amar o trabalho feito pela 2K Marin.

Olhando para 2010 novamente, me faço a mesma pergunta da época “Será que era necessária uma continuação?” “Valeu a pena?”

A resposta é: Sim

Particularmente, fico feliz de ter jogado Bioshock 2 em seu ano de lançamento, e também admito que não fui capaz de absorver toda informação passada pelo jogo, muita coisa passou desapercebida. Normal. Mas, Independentemente da pouca relação direta com o primeiro jogo, ele foi capaz de oferecer muito do que eu gostei do seu antecessor. E isso já basta.

Bioshock 2 trouxe um ambiente menos opressivo e sombrio, algo que era muito comum no primeiro jogo. E por incrível que pareça, em alguns momentos, podemos presenciar cenas de otimismo —UAU, algo quase inexistente no seu antecessor.

Enfim, rejogar Bioshock 2 me fez repensar o quão importante esse jogo é para série. Como sucessor, cumpre de maneira justa o seu dever de manter a boa qualidade do título anterior, sem perder a sua originalidade. Se dê uma oportunidade de visitar Rapture novamente. Você vai gostar.

“Love is just a chemical. We give it meaning by choice.”

―Eleanor Lamb.

¹Rapture — Cidade submersa onde se passa o primeiro jogo