A tri-atleta

Fonte: http://www.bestinthewesttriathlon.com/

Vamos ser sinceros. A maioria das mulheres são ensinadas que sua buceta é uma coisa incrível, especial e linda que deve se manter intocada até que o único homem decente que a fará ver estrelas e sentir borboletas no estômago se case com elas para ele, e somente ele, ter o privilégio de usufruir daquela parte do seu corpo pro resto da vida.

A frase acima pode parecer escrota e machista (e o conceito dela é), mas na real, 95% das mulheres que conheço foram criadas assim. Não to dizendo que isso é um defeito. Só to fazendo uma afirmação. Você pode interpretar isso como quiser.

A questão é que com isso algumas mulheres acham que um cara não pode achar uma foda ruim. É um conceito meio escroto tipo “esse cara está chegando onde poucos chegaram, ele tem que estar satisfeito”, que eu juro que rola. Você devia ver a cara de surpresa de uma amiga minha quando eu disse que tinha recebido um boquete ruim. Era algo tipo: “a garota enfiou a boca dela aí, e você tem a coragem de achar ruim?”. É todo um conceito de que o sexo é uma espécie de presente que o cara TEM que achar bom. É por isso que uma galera espera 3 encontros, 3 meses, ou sei lá que número cabalístico pra dar pra um cara, mesmo que esteja pingando de tesão.

Toda essa introdução é pra contar um caso de uma foda ruim. O que é meio engraçado é que nesse caso em questão, a garota era o extremo oposto. Ela parecia querer agradar, parecia querer ser muito boa. E, acredite, foi péssimo.

A. era uma “coisa”. Desculpa, não sei definir melhor. Toda vez que penso nela, vem na minha cabeça uma coisa. A. tinha tudo. Morena, cabelos encaracolados, olhos castanhos, um sorriso maravilhoso (ela era toda maravilhosa), um corpo escultural. Uma mulher de parar o trânsito. De verdade mesmo. Ela passava ali pelo prédio da engenharia e até as mulheres olhavam pra ela meio abobadas.

Aí que eu coloquei na minha cabeça que tinha que comer A. A gente caiu na mesma turma e eu dei um jeito de sentar perto, de pedir caderno emprestado, até conseguir um contato mínimo. A gente começou a conversar e logo tudo desbancou pra putaria. A. veio me dizer que todo mundo se aproximava dela querendo come-la, que era foda ser assim. E eu disse pra ela que ela tava certa, eu também tinha me aproximado dela pra come-la. Esse meu jeito direto já me deixou em situações bem escrotas, mas as vezes, não raramente, dá certo. Ela sorriu envergonhada e me disse que eu pelo menos era sincero.

A. tinha um namorado escroto. Um cara de uns 40 anos que ela namorava porque a família adorava, que tinha um pau pequeno e não sabia usá-lo. Bem, essa era a descrição que ela me deu dele. Ela não terminava com ele porque estava acostumada a situação e A. era fiel a ele.

Eu demorei uns três a quatro meses pra ficar com A. O tempo que ela levou pra terminar. E poucas vezes eu estive tão ansioso pra comer alguém.

Mas foi só começar… O beijo era bom, normal, nada demais. Mas foda-se, né?! a mulher era uma deusa, eu não tava tão preocupado com isso. Os peitos eram lindos, a barriga podia estar em foto de revista de biquíni e a bunda parecia fruto de muitos agachamentos.

Mas foi só a roupa sair que a coisa ficou estranha. Ela desceu me chupando e eu pensei, legal, bora lá. Mas foi estranho. Não tinha ritmo, não tinha jeito, não foi molhado, sei lá… Eu disse graças a deus quando ela acabou rápido, mas essa parte seria o prenúncio de uma noite ruim.

Pessoalmente eu nomeei A. de tri-atleta. Não sei se você já assistiu uma prova de tri-atletas na TV. Eles correm, nadam e pedalam, não necessariamente nessa ordem. Mas quando você tá se acostumando com a natação e pensando “aquele de toquinha amarela é o cara que eu quero torcer”, ele sai correndo da água, sobe numa bicicleta e começa a pedalar. Tudo é rápido e confuso. Eram assim com A.

Ela saiu do boquete e montou em cima de mim. Quando eu comecei a curtir, ela deitou do meu lado e me pediu pra comê-la de lado. Menos de 2 minutos depois ela estava de 4 e pedindo: “me pega de 4?”. Eu tava meio sem ar, meio sem entender. Graças a todos os santos eu ainda era muito jovem pras coisas lá embaixo desistirem de funcionar, mas foi desanimador, pra dizer o mínimo.

A gente terminou, quer dizer, ela terminou, ou melhor, ela se deu por satisfeita, porque não acredito que ela tenha terminado nada. E foi cada um pra um canto. Eu fiquei com uma coisa na cabeça de que talvez ela estivesse tentando parecer muito boa, ou talvez só tenha visto pornô demais. Não sei.

Talvez tenha alguma coisa a ver com não estar presente curtindo o momento, talvez Bauman tenha até escrito algo sobre isso. Vai saber se ele não teve uma foda pra lá de ruim alguma vez na vida? Vou pesquisar mais sobre a vida sexual de Bauman.

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