Da fragilidade

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Existe alguma coisa nas mulheres de aparência frágil que me ganha. Não é nada existencial, nada de muito relevante, nem vai mudar nada na sua vida. Mas aquela mulher, magrinha, pequenininha, de olhar meio assustado e que tem um tique de enrolar a ponta do cabelo nos dedos quando está com vergonha, sabe como é, uma gracinha, meu. Sério! Dá vontade de pegar, carinhar, cheirar (sentir aquele cheiro de banho recém tomado, sacolé?)…

Devo ter algum problema e ter que resolver isso com um psicólogo, porque apesar dessa atração, sempre que tive relacionamentos sérios foi com mulheres fortes, independentes, muito seguras de si. Não que a aparência tenha a ver com isso, mas elas jamais aparentariam ser frágeis.

Tudo começou com um engano. Ela ligou no meu ramal da empresa e ficou extremamente sem graça e envergonhada ao descobrir que tinha ligado pro ramal errado. Pediu um milhão de desculpas enquanto eu sorria do jeito nervoso dela do outro lado da linha.

Mas o engano repetido uma hora pareceu proposital. Todos os dias da semana? Sério? Eu só conseguia rir enquanto ela tentava justificar que pegava o telefone e discava sem olhar o ramal.

Ela era bonitinha, pequenininha, magrinha, de costas parecia que tinha 14 anos, não mais que isso. De frente, o rosto revelava os trinta e poucos anos. Olhos de um verde escuro e o sorriso tímido que aparecia no canto da boca. Que vontade de morder!

Na quarta da semana seguinte, sem receber mais nenhuma ligação por engano, liguei no ramal dela. “F?” “Sim”. “Você esqueceu de me ligar esta semana!”. “Quem tá falando?” Apenas sorri do outro lado e ela já soube quem era. Danada! “To ligando só pra te encher, você não confundiu os números nenhuma vez essa semana…” “Ah, isso, desculpa, eu não queria te incomodar…” “Calma, é brincadeira, um bom dia pra você. Pode ligar por engano mais vezes”. E desliguei sem esperar a resposta. A brincadeira era divertida. Esses jogos de paquera costumam ser tão divertidos quanto o beijo, o abraço. É de um tesão incrível ir testando os espaços, sentindo as correspondências…ah você já fez isso, vai? Não pode ser só eu.

Na sexta meu telefone tocou as 9 em ponto. “Só pra te dar bom dia!”. “Sem enganos dessa vez?” “Não… só pra te dar bom dia”.

A brincadeira durou umas três semanas. Bons dias diários, até uma troca de número de telefone. Essa coisa do whatsapp tornou banal trocar o número dos celulares. Sou do tempo que quando a garota te dava o número do telefone dela era garantia de conseguir sair depois. Se bem que… talvez isso não tenha mudado muito.

Marcamos depois do trabalho. Ela me esperaria numa esquina mais longe da empresa. Entrou no carro cheirosa que só e com as bochechas vermelhas, me deu um beijo no rosto que eu prolongaria por horas de tão macios os lábios.

Subiu as escadas pro quarto do motel na minha frente, os cabelos balançado na altura das costas. Me beijou timidamente na entrada do quarto enquanto ficava na ponta dos pés.

Antes que eu pudesse tocá-la, deixou cair a alça do vestido revelando os seios nus. Pegou uma das minhas mãos e pousou no meio deles.

Tomou o controle das ações me deitando na cama. A menininha se transformava num diabo na cama, “Aleluia, glória a Deus” , já dizia a menina pastora louca.

Tirou minha roupa sem dizer palavra.

Abaixou a calcinha de pé na minha frente.

Sentou no meu pau lentamente me olhando nos olhos.

Tão frágil e tão cheia de atitude, eu não conseguia reagir.

Gozou no meu pau antes de mim, o momento era dela, eu era só o menino ali.