Hygge — a felicidade nas pequenas coisas

Li o livro “Hygge”, de Meik Wiking, e fiquei simplesmente fascinada. Não só pela Dinamarca e seu estilo de ver a vida, como também pelos detalhes e pelas dicas que o livro dá para sermos mais felizes com as pequenas coisas do dia a dia. Alguns pontos que considero excelentes pílulas de felicidade e que estão no livro:

- Tomar café + doces: tem coisa mais gostosa do que um cafezinho + docinho pós almoço ou no meio da tarde? Lendo uma revista nova, então, acho incomparável.
- Encontrar os amigos em casa: jogar jogo de tabuleiro com pessoas especiais é fonte de risadas, algumas discussões, comida e bebida (porque hygge é muito conectado a comer e beber).
- Olhar pela janela com uma xícara de chá/café: é uma sensação muito gostosa, porque parece que estamos protegidos do mundo lá fora.
- Bicicleta: estudos mostram que andar de bicicleta deixa a gente mais feliz. Comigo, é certeza de sucesso a receita bike + felicidade.
- Acender uma vela aromática ou óleos aromáticos. Faz bem para os ânimos, traz mais paz e sensação de conforto. Sempre estou com uma vela ou difusor de aroma ligados quando estou em casa.
Destaco que o livro se fala das felicidades de um país frio como a Dinamarca, com pouco sol e necessidade de mais acolhimento. No caso do Brasil é bem diferente, pois nosso frio nem de longe chega ao inverno da Dinamarca — cujas temperaturas variam entre 0 a 17 graus. Ainda assim, como sou preferencialmente uma pessoa que gosta de um clima mais ameno, sinto mais felicidade, sim, nos dias menos ensolarados.
Acho que temos que aprender com os dinamarqueses, e tentar extrair o que pode ser melhor aplicado no Brasil. Afinal, sabemos que aqui as coisas exigem muito mais paciência, pois tendem a não funcionar — tente lembrar da última vez que você foi ao banco. Um mini desastre, basicamente.

A sorte é que em território nacional, ao contrário de várias nações, valorizamos os prazeres da vida. Sinto que no Brasil se valoriza muito os grandes prazeres — Carnaval, festas, viajar, se jogar na balada e no bar, entre outros. Acho que o grande lance é não se concentrar somente nos grandes prazeres, mas também nos pequenos prazeres, e saborear a caminhada da vida. Bora lá?
