Japão: um dos países prioritários na política brasileira de apoio às exportações

Cidade de Tóquio, capital do Japão e uma das cidades mais globais do mundo

Em um mundo cada vez mais integrado, é importante que empresas e marcas pensem localmente e também em escala global. E, no que tange à nova regionalização geoeconômica do mundo, a Ásia está se destacando como um núcleo de dinamismo industrial e comercial . Para se ter uma ideia, o continente deve crescer 5.4% neste ano, segundo projeção do FMI. Além disso, sua participação no PIB mundial aumentou consideravelmente — de 33,7% do PIB mundial em 2007, para 41,2% em 2016.

Ou seja, em 2016, mais de 40% da economia global gira em torno da Ásia. Esse gigante, que engloba economias como a China, Japão, Índia e Coreia do Sul, tende a crescer em importância política e econômica.

No entanto, a sensação que tenho ao ler os noticiários brasileiros sobre a Ásia é de que chega pouca informação sobre o continente, apesar da crescente importância. Felizmente, contamos com instituições brasileiras voltadas para promoção da exportação, sendo a Apex a principal agência responsável em promover produtos e serviços brasileiros no exterior. Outra função da Apex é atrair investimentos estrangeiros para empresas que querem se internacionalizar.

Um fato interessante é que a Apex selecionou o Japão como país prioritário para exportação e internacionalização de produtos e serviços brasileiros. Isso porque, embora seja a terceira maior economia do mundo, as transações entre Brasil e Japão ainda são baixas em comparação a outros países. Em 2014, o volume de importações globais de bens japoneses foi de US$ 822,25 bilhões, sendo que a participação do Brasil nas importações globais desse mercado foi de apenas 1,17%.

Também em 2014, as exportações brasileiras para o mercado japonês foram de US$ 6,72 bilhões, com participação de 2,98% das exportações para o Japão. Outro dado surpreendente fornecido pela Apex é que somente 1.354 empresas brasileiras exportaram para o país em 2014.

Digo que são somente 1.354 empresas porque, de acordo com o Sebrae, no Brasil existem 6.4 milhões de estabelecimentos. Desse total, 99% são micro e pequenas empresas (PMEs). Há uma grande oportunidade de geração de negócios entre os dois países, pois desse percentual de empresas, parte possui potencial de intercâmbio e geração de negócios. O desafio está dado, e a Apex já mostrou interesse em novos negócios com o Japão.

Esse momento pode ser de oportunidades para aproximação comercial entre os países. Tanto o apoio da Apex, pelo lado brasileiro, quanto o Japan House , pelo lado do Japão, podem ser caminhos para as duas nacionalidades aumentarem o volume comercial negociado em 2016 e nos próximos anos.

Saiba mais:

Sebrae

Apex : relatório

Site oficial Apex

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