A IMPORTÂNCIA DE SE MANTER A AUTOESTIMA

Hoje é o Dia Internacional da Mulher e vamos falar um pouco sobre um assunto que atinge a grande maioria da população, em especial mulheres: a BAIXA AUTOESTIMA.

Afinal, o que é autoestima? — Qualidade de quem se valoriza, se contenta com seu modo de ser e demonstra, consequentemente, confiança em seus atos e julgamentos.

Em psicologia, autoestima inclui uma avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo intrinsecamente positiva ou negativa em algum grau. A autoestima envolve tanto crenças autossignificantes (por exemplo: “eu sou competente/incompetente”, “eu sou benquisto/malquisto”) e emoções autossignificantes associadas (por exemplo: triunfo/desespero, orgulho/vergonha). Também encontra expressão no comportamento (por exemplo: assertividade/temeridade, confiança/cautela).

Sigmund Freud utilizava a palavra alemã Selbstgefühl, especificando que tem dois significados: consciência de uma pessoa respeito de si mesma (sentimento de si), e vivência do próprio valor a respeito de um sistema de ideais (sentimento de estima de si). Este “sentimento de estima de si” que descreve Freud é a Autoestima.

Uma parte do sentimento de si é primária, o resíduo do narcisismo infantil; outra parte brota da omnipotência corroborada pela experiência (o cumprimento do ideal do eu), e uma terceira da satisfação da libido de objeto.

Carl Rogers, fundador da psicologia humanista, expôs que a raiz dos problemas de muitas pessoas é que se desprezam e se consideram seres sem valor e indignos de ser amados. Na escola humanista da psicologia, desde Rogers, o conceito de Autoestima resume-se no seguinte axioma:

“Todo ser humano, sem exceção, pelo mero fato do ser, é digno do respeito incondicional dos demais e de si mesmo; merece estimar-se a si mesmo e que se lhe estime”

Rogers explica que nossa sociedade também nos reconduz com suas condições de valia. À medida que crescemos, nossos pais, professores, familiares, a “mídia” e demais, só nos dão o que precisamos quando demonstremos que o “merecemos”, mais que, porque o precisemos. Ex.:Podemos brincar só após estudar; podemos comer um doce só quando terminarmos nossa refeição e, o mais importante, nos quererão bem, só se nos portarmos bem.

O nível de autoestima das pessoas relaciona-se com a percepção do si mesmo em comparação com os valores pessoais.

Várias correntes psicológicas explicam os diversos fatores que influenciam em nossa autoestima para aumenta-la ou diminuí-la, porém, o principal, varia da forma como nos vemos a nós mesmos.

O que a autoestima tem a ver com depressão e processos obsessivos? — Ora, uma baixa autoestima, resume-se na perda do autoamor, e se, eu não sou capaz de me aceitar e me amar, dificilmente eu saberei lidar com a expressão de autoamor e satisfação do outro. Acabarei por adoecer minha alma e meu corpo, pois ele somatizará todos os meus conflitos psíquicos. Uma vez que se instale a depressão, faz-se a sintonia com as vibrações negativas e abrem-se as portas para os processos obsessivos e possessivos espirituais.

A baixa autoestima pode estar ligada a bullying, violência, perdas econômicas, humilhações pessoais, desemprego, rejeições, relacionamentos amorosos, e uma série de outros fatores. Contudo, resulta apenas das dificuldades de ver a vida e seus incidentes de percurso, de forma mais madura e otimista, e como um constante processo de aprendizado.

Alguns autores propõem uma abordagem psicoterapêutica para a baixa autoestima, baseada em 4 pilares básicos: Autoaceitação, Autoconfiança, Competência Social (saber lidar com pessoas e com situações adversas) e Rede Social satisfatória (bom relacionamento com parceiro, com a família, com amigos e colegas, poder contar com eles e estar a disposição deles). Porém, antes de mais nada, é preciso um trabalho dedicado ao amor-próprio que envolve o autoconhecimento das próprias emoções, sentimentos e necessidades corpóreas e psíquicas , auto-respeito, autoamor e autocuidado.

Para aprender a lidar com a autoestima:

a)Estude sobre ela, conheça suas características, um problema de autoestima não tratado pode torna-lo incapaz de enfrentar desafios por medo de fracasso, pode torna-lo vítima ou um masoquista, pode incapacitá-lo de estabelecer metas pessoais.

b)Ouça o que diz sua voz interior, se seus pensamentos são sempre de autocrítica e nunca de valor, desconfie que há algo errado. Será que esses pensamentos são seus???

c)Não nascemos com baixa autoestima, procure identificar os motivos que o levaram a essa situação. Foi alguma intercorrência na infância?

d)Estabeleça metas de mudanças de comportamento e reprogramação mental.

e)Faça uma lista de pontos positivos, de boas qualidades, e de conquistas já alcançadas, porque só recordar dos momentos ruins?

f)Escreva um diário ou um blog, relate tudo que se passa contigo, isso vai ajuda-lo a observar melhor sua autoestima, foque nos pontos positivos e mencione os negativos sem enfatiza-los, pois eles servem apenas como aprendizado.

g)Perdão e autoperdão, não carregue lixo emocional, aprenda a perdoar, a pedir perdão e se perdoar. Se você errou, repare o erro e siga em frente.

h)Participe de trabalhos sociais, fraternos, engaje-se em servir com amor, faça sem esperar reconhecimento, mas saiba que ele virá.

i)Busque orientação espiritual. Uma pessoa espiritualizada sabe que seu valor é inabalável para Deus.

j)Procure aconselhamento terapêutico, existem técnicas de psicoterapia como a terapia transpessoal que é de grande valor para o autoencontro. E também as técnicas de hipnose e regressão são muito adequadas a se determinar a origem , quando e como tudo começou.

Temos que buscar sempre o caminho do autoconhecimento para mantermos o equilíbrio saudável de nossa mente e corpo.

O sentimento de autopiedade pode nos levar a uma “invalidez psíquica”, e muito frequentemente, nos sentimos assim por autopunição. Se não soubermos interpretar de forma madura as coisas da vida, e o seguimento natural que implicará o seu destino, nossa existência poderá mergulhar numa total falta de sentido.

Somos perfectíveis, mas ainda não somos perfeitos…

“Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber. A cada um deu determinada missão, com o fim de esclarecê-los e de os fazer chegar progressivamente à perfeição, pelo conhecimento da verdade, para aproximá-los de si. Nesta perfeição é que eles encontram a pura e eterna felicidade. Passando pelas provas que Deus lhes impõe é que os Espíritos adquirem aquele conhecimento. Uns aceitam submissos essas provas e chegam mais depressa à meta que lhes é assinada. Outros só a suportam murmurando e, pela falta em que desse modo incorrem, permanecem afastados da perfeição e da prometida felicidade.” L.E. questão 115.

Não sejamos como eternas crianças rebeldes, saibamos aproveitar melhor cada experiência terrena.

SAIBA SE AMAR!

(material de apoio:Wikipédia, Livro Dores da Alma, Livro dos Espíritos).

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