Tive outro ataque de pânico. Mas tudo vai ficar bem
Gael Rodrigues
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Minha mãe vive na mesma situação já faz alguns anos, portanto não posso dizer que sei como é, mas posso falar que compreendo muito mais que muita gente. Lembro de um dia, quando eu tinha 13 anos, eu estava indo para uma feira na escola e ao me despedir dela eu a encontrei com metade do corpo paralisado na cama. Meio morta, meio viva. Ela, com o máximo de tranquilidade que conseguiu, me pediu para que chamasse minha tia. Meu pai não estava em casa. Primeiro eu deitei na cama, abracei minha mãe e disse que a amava. Acho que ela chorou, ou fui eu? Não lembro. Apenas sei que essa memoria não fica somente como algo ruim, mas fica para que eu me lembre o como ela superou isso. Hoje ela esta tentando finalizar a faculdade dela de psicologia, não pesa mais 40 kg, sorri mais, e não tem os mesmos amigos de antes. Ainda é difícil para ela, mas sei que vai conseguir. Confio nela. Assim como você também vai, Gael. Continue a nadar. E a escrever.

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