A desculpa do livro

Perdão às pessoas que me conhecem e vão ler isso assim que eu morrer. Vocês tem todo o direito de me chamar de galinha, cafajeste, psicopata, mas JAMAIS podem falar que nunca amei cada uma dessas meninas que se tornaram mulheres… Ou infelizmente mulheres que se tornaram meninas.

Como dizia Martinho da Vila; “Ja tive mulheres de todas as cores, de varias idades, de muitos amores” mesmo com meus poucos 20 anos de idade, mas isso muitos caras devem ter… Só não sei se não as deixam ir embora do coração quando não as tem mais, assim como eu não deixo.

Comecei este livro nas férias de Dezembro de 2016, em Ipatinga*, a cidade onde passei 90% das férias da minha juventude e vida até aqui, e a inspiração pra este livro -como vocês já devem saber assim que leram o nome da cidade- se chama Paula*. Acabou em 2012, e ela ainda faz meu coração ficar apertado desfilando com namorado de longa data na minha frente pela cidade… Tsc, Andrew, Andrew… Porque tanto ciume??

Nos nossos melhores dias, Paula* tinha cabelos longos, ondulados, castanho-escuros da cor de seus olhos. Oculos com a lente retangular e pequena, aparelhos com a borracha roxa, pois era a cor preferida dela… Ah, eu me lembro disso. Os olhos dela brilhavam quando ela me via, o coração dela vibrou quando dei a ela um porco-espinho de pelucia, o sorriso dela era enorme depois que me beijava e abria lentamente os olhos como que pra não acordar mais daquilo… Era a pessoa mais doce que eu havia conhecido. O corpo, as curvas, as coisas que ela falava…Ahh, Paula*… Sim, eu sinto falta. Mas hoje, uma Paula* séria e fria tomou o lugar daquela, lentes de contato no lugar dos óculos, sem aparelho e sem brilho nos olhos ao me ver, sem sorriso enorme ao trocar olhares comigo… Sem abrir lentamente os olhos ao me cumprimentar… Paula*, SOJA, True Love, não existe mais la e nem quer que eu exista também. Com o término se foi a doçura, e talvez o novo cara que dessa vez pode segurar a mão dela, apresentar à família e dar tudo que ela merece em publico -o que eu não podia-… Talvez… Ele tenha o que pra mim se foi pra sempre. Ah Paula*… Se algum dia puder ler isto… Saiba que existem varias formas de amar que eu sempre pensei ser apenas três; família, amigos, namorada. Mal sabia eu que ao te conhecer liberaria mais uma. A forma que é apenas sua.

Nós tínhamos apenas três fotos, e com a decepção que você me deu há alguns anos atras com aquelas palavras duras, que sem a menor consideração me disse, apaguei. E hoje me arrependo amargamente disso. Por sorte ainda tenho algo que me deu guardado e vai ficar la por um bom tempo… Até eu enfim aceitar que você… A que mora na minha mente e coração, a que nunca saiu de la, morreu e infelizmente foi completamente substituída por outra.

Ah Paula*… Meu desejo é que sua doçura e gentileza volte, e que um dia eu possa sentir sua presença de novo, nova e sem qualquer rancor guardado… como eu sei que guarda. E acredite… Se eu soubesse… Já teria voltado atras e feito tudo diferente do que fiz…

Desculpe pelo Andrew de 2012 que tinha a cabeça tão fraca e doente ao ponto de perder você. Não foi culpa dele, eu juro! Ele apenas sentia o mundo o engolindo pouco a pouco e não queria que junto dele engolisse você.

Cuide-se, querida Paula… Sempre estará no meu coração e mente. Só não sei o porquê

*Os nomes foram trocados para manter o anonimato

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