Eu também aprendi muito sobre a docência por tabela.
Camilo Salvador
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Valeu, Camilo! Não conhecia estes estudos sobre os rombos causados pelo Ciências Sem Fronteiras. Ótimo ter mencionado.

Sobre as distinções de ensino básico e superior, creio haver um interesse desmedido por índices e gráficos que prejudica a qualidade do processo de ensino em si. Talvez por pressão internacional, talvez porque o caminho mais “fácil” seja transformar tudo em estatística, talvez até pelos dois.

O problema é que há, pelo que pude perceber a partir da sua resposta, um jogo complexo, intrincado de interesses que nunca giram em torno da experiência de se assistir a uma aula e, principalmente, de ser responsável por ela. A ideia é sempre o externo, a imagem, a reputação medida por porcentagens em pesquisas sobre “avanço no ensino”, como se tal avanço devesse ser avaliado apenas pela ampliação do acesso a uma escola ou universidade.

É o espetáculo direcionado a necessidades fundamentais da vida.

Ao que parece, aqueles que deveriam fornecer condições acreditam que “dentro da sala, o professor é que tem que se virar”. E a partir do momento em que um país trata seus professores como se fossem seres condenados a sofrer pela escolha profissional que fizeram, fica claro o tamanho da pedreira que temos que carregar quando o assunto é educação.