Olha, Paola, confesso não ser o maior fã do filme. Mas devo confessar também que as coisas que observou meio que me convenceram a dar mais uma chance à expressão entediada do Gosling. Vamos ver. Lembro que a sensação que tive quando assisti ao filme girava em torno da violência sem sentido que se arrastava ao longo do projeto, mais parecendo um exercício enfadonho e autorreferencial de um diretor ainda sob o efeito do sucesso de Drive.
Mas, de fato, as nuances que observou, sobretudo no que diz respeito ao complexo de Édipo e à lógica do perdão e da punição pipocavam à minha frente, ainda que não me envolvessem a ponto de me fazer ignorar que o quase completo tédio que o filme me causou.
Está na lista para o fim de semana. E parabéns pelo ótimo estudo.