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Criança quando vê chuva

Dia chuvoso, manhã de domingo. Pai e filho chegando no estacionamento de guarda-chuva para não tomarem um caldo. Abro o carro, jogo tudo dentro e me preparo para colocar o Frederico na cadeirinha.

- Qué vê a chuva, papai!

Pego o celular no bolso, vejo as horas, ainda dá tempo, é cedo.

- Tudo bem, filho. Pode ver.

Ele fica parado observando a chuva, sentindo o vento no cabelo e, vez que outra, erguendo a cabeça pra saber de onde vem.

-Vamos, filho? Temos que entrar no carro logo para chegarmos na vó bisa, brincar e almoçar.

- Não, pai! Ainda não deu!

Ainda não tinha dado. Ele observava atentamente a chuva caindo, o barulho que fazia quando batia no chão e as vibrações nas poças d’água.

Deixei o carro de lado, fiquei de pé ao lado dele e esqueci do tempo. O melhor que podia fazer era ajudar a ver. Na mesma sintonia, percebi: ainda não tinha dado.