Aprenda a concordar com as pessoas

Você já pensou que ninguém gosta de ser contrariado? E você pudesse convencer as pessoas próximas a adotarem o seu ponto de vista? O que você faria se pudesse convencer qualquer pessoa a fazer aquilo que você quisesse? Pois, saiba que isso não é possível sem ferir as pessoas. E se você deseja manter um bom relacionamento com seus amigos e companheiros de trabalho deve aprender a concordar com suas opiniões sem deixar que saibam que você pensa totalmento diferente deles.

Não estou dizendo para você ser falso com pessoas para agradá-las, muito pelo o contrário, quero ajudar você a manter um bom relacionamento com seus amigos sem precisar ferir as pessoas a sua volta por uma conta de discussão fundamentada na sua forma cultura ou influência cultural.

Um dos momentos mais desagraveis no ambiente de trabalho, por exemplo, é quando alguém aborda um tema polêmica sobre a importancia do dinheiro na vida das pessoas para satisfazer o desejo pela a busca da felicid
ade. Na hora surgi várias opiniões clássicas dos seus colegas:

  1. “Eu acho que dinheiro não trás felicidade”;
  2. “Dinheiro é tudo na vida”;
  3. “Dinheiro não trás felicidades, mas a falta também não”;
  4. “Eu acreidito que não trás felicidade, mas ajuda muito a manter a felicidade”;
  5. “No momento atual o dinheiro traria muita felicidade para mim, me manteria longe das pessoas”.

Algumas dessas opiniões podem a ter um fundo de verdade, todavia dependendo da sua formação cultural e estado de espírito. Defender alguma delas pode ferir os sentimentos éticos das pessoas à sua volta. A partir do momento que você abraçar uma opinião contrária a da maioria das pessoas estará criando um lanço de ódio e será alvo das indignações de seus companheiros de trabalho. E todo o respeito e admiração construindo em anos não significará nada. Por isso cuidado ao compartilhar sua simples opinião, principalmente se for em uma segunda-feira após o feriando prolongado. Naquele dia que seus amigos apenas gostaria de estar em casa descansando ao invés de estarem trabalhando.

O escritor americano Dale Carnegie, autor de Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, foi fundo nesse tema e, depois de muita pesquisa, selecionou doze maneiras de conquistar as pessoas para o seu modo de pensar. Algumas regras são claras, mas outras são extremamente estratégicas.
O primeiro passo ensinado é que, embora a outra pessoa tenha um ponto de vista diferente do seu (do contrário você não estaria querendo fazê-la mudar de opinião),você nunca deve entrar em uma discussão. E por que não? Por que você nunca pode vencer uma discussão sem ferir a pessoa que você venceu. Dessa forma, ela não vai adotar o seu ponto de vista.
Sendo assim, respeite a opinião alheia e nunca diga diretamente a uma pessoa que ela está errada. Quanto mais você insistir que ela está errada, mais ela passará a defender ferrenhamente o ponto de vista dela.
Procure honestamente ver as coisas pelo ponto de vista alheio, tendo consciência de que você próprio, se estivesse sob as mesmas condições e sob a mesma formação cultural, estaria provavelmente pensando da mesma forma.
O quarto ponto a ser observado é que você reconheça as próprias falhas na sua argumentação.
Se você diz algo como “essa idéia pode parecer meio boba mas não tive uma melhor”, a pessoa com quem você argumenta já pode olhar com outros olhos, tendo piedade. Isso não ocorrerá se você chegar certo e seguro de si sobre a melhor idéia do mundo, o que pode deixar o interlocutor com inveja.
Uma outra tática muito eficiente é sempre começar a conversa de um modo amistoso. Procure elogiar a pessoa e observe as qualidades do ponto de vista dela para unir com as qualidades do ponto de vista que você quer que a pessoa passe a adotar.
O filósofo grego Sócrates tinha grande destreza nessa área ao fazer com que as pessoas dissessem “sim” o mais cedo possível em uma argumentação. Faça perguntas que não deixe ao interlocutor outra opção que não seja dizer “sim”. Cada “sim” que ele disser, estará mais próximo de adotar o seu ponto de vista.
Mesmo sendo você que quer fazer a outra pessoa mudar de
ideia, não deixe isso claro. Na verdade, a outra pessoa deve falar durante a maior parte da conversa.
Seja um ouvinte atento e faça perguntas que a estimulem a falar bastante.
Delicadamente, vá direcionando a pessoa a pensar que a sua ideia é, na verdade, ideia dela. Assim ela irá defendê-la com mais veemência até do que você próprio. É preciso ter cuidado nessa estratégia, para não parecer manipulador em demasia.
A cada ponto em que as ideias da pessoa se aproximarem das suas, mostre-se simpático a elas e ao desejo alheio. Você tem que se colocar no lugar do seu interlocutor para fazê-lo passar para o seu lado.
A décima regra diz para você apelar para os mais nobres motivos. Todo mundo se tem em alta conta, gosta de ser correto e nobre na sua própria avaliação. Aqui entram frases-chaves como “Acredito que você é um homem justo, então vai fazer…” ou “Sei que você é uma pessoa de palavra, então vai cumprir com o nosso acordo…”.
A penúltima dica diz respeito a aprender com os grandes convencedores da humanidade: os publicitários.
Dramatize as suas idéias, exemplifique como elas serão úteis para a pessoa (e não para você). Lembre-se que, para a pessoa ao lado, uma simples dor de dente incomoda mais do que toda a fome na África. Para ela querer fazer o que você quer, você precisa convencê-la de que isso será importante para ela (e não para você).
Se essas 11 dicas não tiverem ainda funcionado completamente, lance um desafio. Faça a pessoa ao menos experimentar a sua ideia por um período curto de tempo. Estimule a competição.
Todos nós temos o desejo de vencer, de sobrepujar, de se sobressair.

Após uma discussão prolongada só restará aquele momento de silêncio duradouro, não seja cretino ao ficar indagando seu colega como perguntas do tipo ” Está tudo bem? ou”Por que você ficou tão calado?”. Essa atitude pode ser encarada como deboche, você pode estar tripudiando sobre o estado de espírito de seu colega. Coloque-se no lugar. Mude de assunto. Seja inteligente.

No final, pense assim: Sabe a vida? — Ela continua.

Fonte: Seletividades.com.br

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.