Eca, Thiago!
Sep 3, 2018 · 1 min read

Ilusão Insone

Eu não consigo entender, como pode? O barulho da sacola de papel, do pastel me fazer lembrar de ti?

Não sei como minha janela aberta a noite, e o cinzeiro que ganhei de presente de outra pessoa, me faz pensar onde está você? Queria não só as cinzas, como as piolas do teu cigarro sujando o cinzeiro agora, ou me sujando.

Ah saudade, de quando sentias saudades de mim, me deixa triste. Pois era recíproco. Agora restou apenas meu eu lirico, o que pensei que tinha morrido.

Teu cheiro vicia, deve ser por isso que disfarças com o cigarro, e mesmo com perfume, shampoos, e creme pra pele. É muito bom sentir teu cheiro verdadeiro. Como eu gosto do teu suor, como eu quero enfiar meu nariz no teus cabelos, sentir o cheiro forte de teus pelinhos camuflados. Abocanhar qualquer canto do teu corpo.

Mas nada supera te assistir sabia? Qualquer movimento teu é arte. Tenho horas gravadas na minha vista de você dormindo. Como é bom ficar abraçado a ti. Queria poder ter filmado mais… não seria um filme, nem se iluda… Seria uma série, já tenho até nome “Bela Soneca”, até o momento tem poucas temporadas, já que o diretor foi demitido antes de finalizar. As temporadas seriam por cidades, países, continentes…

Mas quem sou eu? Não é? É melhor eu ir dormir, agora adianta. Para ti eu já passei.

Eca, Thiago!

Written by

Em uma das mãos um copo de caldo de cana, na outra um copo de feijoada.