O HOMEM MANCO

Todos diziam: “Aquilo é muito estranho. Aquele homem manco…”. Sim, havia boatos naquela pequenina cidade de que o espírito de um homem
manco atravessava aquela ruelazinha sem saída há exatas 23:34 horas, todos os dias. Testemunhas oculares afirmavam com toda a convicção de um crente de igrejas que antes era um salão de festa para um grupo mínimo de 22 pessoas ou apenas uma lojinha de R$1,99. Diziam que aquele homem de meia-idade desaparecia atrás de uma combi. Como? Não sei.

Isto persistiu por longos 4 anos, até que uma jovem cética resolveu, por conta própria, investigar aquela lenda meio-urbana/meio-rural. As pessoas
temente do fodão da letra d maiúscula alertavam com ameaças pessoais entre os avisos: “Cuidado menina! Você não sabe o que tem lá, você até pode se machucar. E com toda certeza, vai!!”.
Ás 23:30 hrs, a jovem cética se escondeu atrás de um cesto de lixo. Aqueles tambores de petróleo que não tem mais petróleo e sim, lixo. A
garota cética relembrou todo seu passado traumático nesses três minutos, e o que veio em sua mente pode se resumir à quatro coisas: velhas de preto, galã
de olho azul com uma tanguinha branca, manivelas aromáticas (?!!!) e um toque de limão.

Após seus olhos lacrimejarem e a saliva ficar espessa e presa na garganta, um senhor de meia-idade abriu o portão de uma casa cinza de nº665,
na rua sem saída nomeada de Archo Ângelo. Ele atravessou a rua com uma sacola plástica e foi em direção à lixeira onde a garota cética estava escondida.
Jogou o lixo no lixo e avistou a jovem. Apenas sorriu, virou-se e voltou para dentro de casa mancando. A combi estacionada é do vizinho do lado, um tal de Jorge, que aos fins-de-semana costuma vender pastel na feira do meio-dia. No dia seguinte, a garota cética contou a todo mundo a verdade. Furiosos e desolados, os moradores lhe arrancaram a roupa e a puxaram até a praça, onde foi queimada viva.

MORAL DA HISTÓRIA: Não estrague a diversão dos outros, CARALHO!

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