Conversando com Drummond

Eu era mais magro quando conversamos. Era, também, confesso, menos responsável e mais inconsequente. As coisas, naquela época, me pareciam um tanto imortais e irrelevantes, acho. No fundo, talvez, eu dava valor para bem pouca coisa.

Ah, também, quando conversamos, eu fumava. Bastante! Muitos e prazerosos cigarros que, curioso, com o tempo, foram se transformando em enxaquecas ou coisa parecida. Parei. Bom para a saúde, mas irritante para o psicológico. Não faz falta – ou faz.

Lembro bem de quando conversamos. Um dia que começou com sol, mas continuou chuvoso. Almocei batatas do McDonalds na ocasião. Fiquei com fome, é provável. Me recordo ainda que a fila para falar contigo era grande, mas, cá entre nós, só queriam fotos com você naquela época pré Instagram. Cinco anos atrás, por aí. Rápido.

Aprendi nesse tempo que imortalidade não existe. Nem de nossas perturbadas mentes e nem do teu óculos. Foi um bom encontro aquele nosso. Gosto de você. Mas, em um próximo encontro, não me deixe de esquecer de lhe falar uma coisa que esqueci:

Suas poesias são chatas pra cacete, cara.

Não estou dizendo que são ruins, evidentemente. Só que não gosto. Ah, és um gênio, né? Certeza que vais entender – ou não.

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