Jornalista

Amo jornalismo desde criança. O que me fez amá-lo? Uma foto do Nelson Rodrigues em frente a uma máquina de escrever. Sério! Jornalismo é, de fato, uma das minhas paixões.

Talvez, quando eu entrei no jogo para trabalhar, ele tenha me irritado e, no geral, até mesmo me enojado (sempre acho que tinha que ter nascido antes e sido jornalista nos anos 60 e 70). Não o acho mais tão lindo assim. Também não acho que jornalismo deve ser feito só por diplomado. Conheço muitos que nunca entraram para assistir a uma enfadonha aula de introdução ao jornalismo e são geniais. Fazer bom jornalismo é talento e muito trabalho; “estudo” do cotidiano. Ponto. O problema é que muita gente acha que tem tudo isso, mas, com diploma ou não, passa bem longe ter.

Trabalhar jornalistando por aí é saber que passaralhos varrem pessoas brilhantes de uma redação, mas, ao. mesmo tempo, contratam um jovem boçal ganhando 15 mil para ser colunista. Uma injustiça. Como a vida. Dentro do jornalismo, bem, você também exclama: que lugarzinho de merda!

O jornalismo não morreu. Deixa de ser bobo. “Caetano estaciona o carro no Leblon” não é jornalismo. 2012 entrei para trabalhar no Globo e convivi com muitos “bambas” da profissão. Aprendi com eles? Claro. Mas aprendi mais ainda com as outras queridas pessoas que entraram comigo. Eles, sim, para mim, são a prova que o jornalismo está mais do que vivo. Eu sou um jornalista preguiçoso. Eles são brilhantes. E suas entrevistas, matérias e reportagens, são o meu orgulho e renovação de uma paixão pela profissão. Contudo, bem, hoje, eles são poucos que junto de tantos outros que conheço – ou não – são a exceção da regra. Uma pena!

Mas, de qualquer forma, parabens a eles. Pessoas que, de fato, querem mudar alguma coisa e ajudar a sociedade. O bom jornalista está em extinção. E nem se pode reproduzir em cativeiro para manter a espécie. Por quê? As redações estão cada vez mais vazias de talento – e pouca gente (que manda!) parece se importar com isso.

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