Brandon.
Brandon.
Jul 24, 2017 · 5 min read

O problema não é ser tosco. O problema é ser ruim e se achar O-M-Á-X-I-M-O

Gosto muito de televisão. Quer dizer, não é, para mim, um veículo tão fascinante quanto o rádio, mas gosto. Fiquei, contudo, mais ou menos uns quatro anos sem acompanhar a programação com muito afinco. Esse ano voltei a estar mais próximo. Ah, sim, claro, é bom que se diga: estou falando, especificamente, de TV aberta.

Então, dia desses, resolvi fazer um périplo por Globo, SBT, REDETV, Record e Band para saber qual é da programação em horários específicos. O resultado foi muita raiva e incredulidade.

[Manhã]

Pela manhã, na Globo, por exemplo, há o programa da Ana Maria Braga e o da Fátima Bernardes. A primeira, para mim, é insuportável. Não posso nem escutar a voz dela – e daquele papagaio – que já logo me sobe um negócio ruim. É muita cagação de regra de rico querendo deixar o pobre mal, sabe (travestidas de autoajuda, claro)? Aquelas coisas de “ah, só não tem trabalho quem não quer”, compreende? Insuportável.

Mais tarde, depois do ~ engraçadinho ~ do “Bem Estar” (N.A.: gosto da Mariana Ferrão) vem a Fátima. Olha, confesso que em momento ou outro simpatizo com ela, mas aqueles “colaboradores” dela, meu chapa, que merda. Lair Rennó me irrita até dançando. Mas o grande problema do programa da Fátima Bernardes é que, para mim, não passa de um show conservador fantasiado de prafrentex. Aí a simpatia vai para o saco e vira irritação.

Há, ainda, na REDETV, o “Melhor Pra Você” que, olha, é bem ruim. É um programa com um povo que era da Record, mas perdeu TODO O REBOLADO quando a simpaticíssima e querida Chris Flores não foi junto (ADORO ela). Aí ficou o jornalista metido a descolado, o cozinheiro bundão e a ex-assistente do Faustão. O mais irritante é que eles são puxa saco de ricos e famosos, mas ficam pagando de povão. PAREM!

A Record tem um programa com Cesar Filho, Ticiane Pinheiro e Ana Hickmann (o antigo do povo da REDETV) que é tão porre que dormi assistindo um quadro com Ronaldo Ésper comentando o look dos famosos.

[Tarde]

A tarde da televisão aberta é um negócio assustador. Sobretudo se analisarmos o SBT, a BAND e a REDETV. A primeira tem um pavoroso programa de fofocas de nome Fofocalizando que, entre outros participantes, tem Mara Maravilha. Resume-se em contar fofocas e tentar ser engraçado. Não é. O mais bizarro é que, vez ou outra, colocam uma reportagem jornalística e comentam coisas como “tem que matar bandido mesmo”.

Eu realmente não sei como alguém consegue ter estômago para assistir o programa da Sônia Abrão. Que agonia. Basicamente ele se resume a apresentadora e dois ~ jornalistas ~. falando merda sobre os famosos, programas de outras emissoras e celebridades. Ridículo para ser líder de audiência de uma emissora.

A tarde é sua tem outra característica irritante: o conservadorismo de alguém religioso que se acha “cidadão de bem”. Já assisti, entre outras coisas, a apresentadora defender machismo. Mas é tudo disfarçado no mais asqueroso dos “eu não sou preconceituoso. Até tenho amigos que são…”

Há, ainda, a abertura do programa: um editorial de Sônia Abrão sobre uma baboseira qualquer. Olha, não sei, mas consegue ser tão insuportável quanto a risada do Loro José.

Para fechar, no fim da tarde, acompanhei o programa “Brasil Urgente”, do Datena. Um programa com uma ou outra reportagem sensacionalista mal feito que, no fundo, serve como palanque para um apresentador babaca ficar berrando que é religioso, mas bandido tem que ser morto. Há, na Record, um similar, de nome Cidade Alerta, apresentado por um boneco de cera, Luiz Bacci (o regional aqui de Florianópolis consegue ser mais patético ainda).

Nessa ocasião Datena entrevistava o ridículo prefeito de São Paulo, João Dória. Foi tão irritante, mas tão irritante e chapa branca que, em determinado momento, achei que o apresentador chamaria o entrevistado de fofo.

Abortei a missão antes de me aventurar nos programas da noite, pois, de verdade, achei que poderiam fazer mal a minha saúde. E, acredite, não se trata aqui de comentar sobre programas toscos, e, sim, sobre os ruins. Tosqueras (João Kléber, programa do marido da Luciana Gimenez e Power Couple) eu adoro. Agora, programa porcaria se levando a sério é demais para minha mente. Quase adoeci mentalmente. Mas foi importante. Finalmente entendi a frase daquela canção: a televisão me deixou burro, muito burro demais.

Brandon.

Written by

Sou o sexto integrante do Backstreet Boys

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