Reduzimos os preços, mas para onde foram os clientes?

Hoje vi pelo menos 2 matérias e umas 5 postagens sobre fechamento de lojas no comércio do RJ e em SP, pedidos de recuperação judicial, demissão em massa.

Isto está se tornando frequente.

Desemprego é uma nuvem cinzenta sobre as cabeças de pais e mães de família.

Não tem como deixarmos de admitir que o Brasil está nocauteado.

Reconheço aqueles otimistas eloquentes que apagaram a palavra crise de suas atividades e esforços. Porém, não são atividades pelo coletivo. Pertencem apenas aos limites dos seus negócios e de seus círculos, que ainda respiram com pulsação normal.

Torço para que resistam.

Eu também cobri a palavra crise para não me distrair e comprometer meus projetos.

Crise é passageira. Mas não deixe-a sentar na janela.

Estamos numa era onde a sua empresa é consultada para a execução de um trabalho de médio prazo, com detalhamento e cálculos para investimento e, na hora em que entrega a proposta devidamente ajustada aos dois lados, surge um comunicado por whatsapp ou inbox no LinkedIn: resolvemos “fazer” uma concorrência, portanto pedimos que aguardem até a entrega das propostas das outras agências.

Concorrência nesse formato é cotação, comparação de preços. É desrespeito mesmo.

Para não fazer parte dos dados que preenchem o primeiro parágrafo, respondemos com cordialidade, afinal aqui não é quitanda, nem quitandinha, mas precisamos ir em frente e garimpar um outro prospect.

Estamos de portas abertas e aceitando indicações.

Xô, nuvenzinhas.


Tom Novaes, empreendedor e encorajador de empresas nascentes ou estabelecidas. Head na Primmera Planejamento e Comunicação.