É bom respirar as vezes!

Somos tão rápidos em digital, em visualizar, em ignorar, em fugir, em ter sono, raiva, angústia, medos, tristeza, somos tão rápidos em tudo já parou para pensar nisso? Eu me pego pensando o quão incrível seria transformar, converter toda essa eficiência do mundo moderno em oxigênio, em ar puro e leve, daqueles que você sente poucas vezes em um mês eu aposto.

Digo isso pois somos condicionados a amar, odiar e venerar tudo o que a mídia quer, e não o que nosso coração quer. Este ponto meus amigos, já passei, aprendi nas mais duras e severas formas, de que o essencial, assim como diria aquela curta e linda história de “O Pequeno Príncipe” é invisível aos olhos.

Digo isso pois semanas atrás me peguei observando minha namorada enquanto ela colhia morangos em uma plantação no sítio de seus pais. Aquilo me encheu de paz, alegria e amor. Me senti completo, respirei fundo, senti o ar entrando em meus pulmões, senti meu sangue correndo e vi o mais incrível dos fatores, nada daquilo era Wi-Fi, ou via bluetooth, nem menos tinham cabos elétricos. Apenas o momento. Nada mais.

Este é o primeiro texto de mais umas das dezenas de redes que precisamos checar, conferir e cuidar como filhos nos dias atuais para que façam render dinheiro ou visualização, no meu caso pelo trabalho de fotógrafo, dependente em grande parte da web para fazer o $$$ girar.

Me sinto honrado de respirar, tento fazer ao máximo dos dias isso, claro que hoje em dia no ritmo que nos encontramos é difícil, mas digo, não é impossível.

Nascemos respiramos, por que paramos?