Sobre Rebentos & Nascimentos & A Proteção da Mãe Natureza: (Exu-Oxum-Logun)

É claro que não se trata da única, mas uma das imagens mais belas do Nascimento do Teatro do Encantamento da Ancestralidade Africana em Fortaleza A Cidade Tan-Tan é essa. Eu, Wellington Pará, gravid@ de sete meses, na Bela Vista, Maracatu Nação Baobá, ao finalizarmos mais uma Oficina de Iniciação Teatral para uma Galera bem jovem, (entre 10 e 15 anos). Era uma manhã de sábado, dia (27/03/2010), e nós iríamos c@ntar para a Comunidade sobre o (#Canto_Que_Dança) & o resultado dos trabalhos.

Como toda Mãe Amantíssima, eu, ansios@ pelo arraso dos patinhos, reparava orgulhos@ nossa vitória era ali mesmo naquele Barracão de Maracatu. Essa raridade — que desdenha de qualquer cartão de crédito — pois, como as coisas divinas, essa também não tem preço. Foi a mão sensível-criativa do Pablo Iarley, nosso 1º Compu(T)ambor.

Na foto, em primeiro plano, uma pessoa que, inicialmente, se mostrava indiferente e irredutível, batendo o pé para confirmar um preconceito do tempo da minha Avó, de que Teatro não é coisa de homem sério. A outra pessoa, uma dessas preciosidades com as quais tive o prazer de Compartilhar, em mão dupla, os Saberes e Sabores da existência & que falava muito demais com os olhos. Por esse tempo eu já tinha estrada rodada nessa onda de realizar Oficinas de Iniciação Teatral (amo demais isso). Qual o melhor lugar para se potencializar uma experiência? Ou seja, Pesquisa teu nome é Oficina de Iniciação Teatral. Sim, saudoso sim, pois de 01/07/1991 a 19/04/2002, onze anos e alguns meses com a Cabeça SESC-Centro-Fortaleza, experienciando isso.

Além dessa, outras fotos confirmam o sucesso do nosso Cortejo Teatral pelas ruas da Bela Vista, na Cidade Tan-Tan. @s patinh@s mandaram muito bem em sua primeira relação com esse barato que é interagir com seus pares, numa relação de iguais, sem esquecer que, nós do Teatro de Rua temos que caprichar em nosso figurino. Foi aqui, nesse detalhe do figurino, que essa postagem começou. O garoto que está tão preocupado com que o outro patinho fique bem na sua estreia, está dando um toque-tons num figurino que, pelo tamanho, dá logo pra imaginar que é da Mamãe Pata-Pata. Sabe aquela felicidade que “não há dinheiro no mundo que me pague a saudade de você”. Sim, minhas Canções-Radiofônicas (#Canto_Que_Dança)! Mamãe Pata havia conseguido, enfim, computar a Alegria de que, mais dez das suas crias fossem a mais valorosa resposta para esse dom que é gestar & parir filh@s! Bem diz o Provérbio Ioruba: “O Tesouro de Oxum são @s Filh@s!” Foi assim que A Mãe Natureza veio abençoar nosso Rebento-de-Intentos-&-Inventos: O Teatro do Encantamento da Ancestralidade Africana em Fortaleza A Cidade Tan-Tan.

O Candomblé Ketu é a vertente Religiosa da Cultura Ioruba. E se expressa — fundamentalmente — na mobilidade das danças & canções. Canta-se para Celebrar a Vida ou a Morte. Dança-se para Celebrar a Vida ou a Morte. (#Cantar_e_Dançar) sempre conjuntamente. Nunca separados. Separar é vacilo da cultura ocidental. Na perspectiva da Ancestralidade Africana (Candomblé Ketu) o corpo é um instrumento sagrado. Na cultura ioruba é através do corpo que se estabelece um contato entre os deuses denominados orixás e os seres humanos. Outro fator que vai identificar a sacralização do corpo é que os orixás — que são forças da Natureza — para manter esse contato com os humanos são “chamados” através do toque dos Tambores. O toque das mãos ao percutir o Tambor vai propiciar uma relação com o sagrado. Nessa relação os corpos (#Cantam_e_Dançam) para compartilhar o Axé.

OBS: Infantilmente apaixonado por Canções-Radiofônicas (#Canto_Que_Dança), sobretudo quando é potencialmente toda revestida de um soul que assentou fundamento na Minha Alma! Irresistível esse convite para atualizar a Tradição Ancestral African@ Atemporal: (#Canto_Que_Dança), sempre!

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