BEM-VINDO AO MEDIUM DA TUCUM!

Pajé Kenmy Kayapó, Aldeia Mojkarakô, sul do Pará. Foto: Simoni Giovanni

Tucum é o nome de uma palmeira encontrada em todo território brasileiro, muito utilizada pelas populações tradicionais do Brasil. Com a fibra extraída das folhas se faz uma linha forte e resistente, com a qual se tecem belas redes. Essa palmeira é a nossa inspiração para tecer redes, construir pontes. Entre nós, você, eles. Povos da floresta, aldeias do cerrado, tribos urbanas.

Mahyr Krahô e sua biojoia feita com sementes e fios de tucum coletados na sua aldeia. Foto: Simone Gionvanni

Com intuito de proporcionar esses encontros e identificações, através da experiência da arte das diferentes culturas, nasceu a Tucum. O Brasil é um dos países mais diversos do mundo, biológica e culturalmente, e o que a maioria das pessoas entende por “índio” constitui, na verdade, uma imensa diversidade de povos que possuem realidades muito distintas. Atualmente existem aproximadamente 240 etnias indígenas, falantes de mais de 150 línguas, quase 1 milhão de pessoas.

Povos espalhados pelos distantes igarapés da Amazônia, habitantes do cerrado, do litoral do nordeste à periferia de São Paulo. Cada um desses povos possui uma forma particular de se relacionar com o mundo, a partir de sua própria cosmologia. São detentores de uma cultura material e imaterial imensuráveis, desconhecida por grande parte dos brasileiros.

Crianças Kayapó durante ritual de nomeação na Aldeia Kubenkranken. Foto: Simoni Giovanni

Desde pequenos, aprendemos na escola que o Brasil começou em 1500. Os povos originários aparecem como meros coadjuvantes dessa “descoberta”. Meio século depois, eles ainda são exterminados e expulsos de suas terras. São estereotipados por concepções puristas, associadas à lendas folclóricas e primitivas que transitam no nosso imaginário civilizador.

Essa visão dos povos indígenas não se sustenta tão logo nos deparamos com a riqueza de suas manifestações artísticas, estéticas e rituais, com a profundidade dos seus conhecimentos ancestrais, com a contemporaneidade e a resiliência de suas culturas.

“Não vamos parar de lutar”, dizem eles, todos os dias há pelo menos 500 anos. Lutam por suas terras, por seus rios, por respeito e reconhecimento. Índios não são pinturas rupestres desenhadas num passado remoto. As culturas não são estáticas, pelo contrário, estão em constante movimento. A arte indígena expressa essa originalidade, que se transforma junto com as novidades do mundo.

Oficina de precificação e gestão realizada na Aldeia Mutum com as mulheres Yawanawá.

A Tucum busca promover, valorizar e difundir a arte desses povos. Acreditamos que a beleza, a preciosidade e os saberes que estas peças carregam são capazes de despertar um novo olhar sobre a cultura indígena do Brasil. Trabalhamos diretamente com associações indígenas e núcleos familiares, atuando em conjunto na estruturação da cadeia produtiva, atentos às particularidades de cada realidade local. Buscamos empoderar os agentes locais, incentivando o cooperativismo e a autonomia, auxiliando em todas as etapas: curadoria, acabamento, qualificação, precificação, mercado e comunicação. A troca e o diálogo regem nossos princípios, e através deles surgem os resultados mais ricos.

Cada peça traz consigo uma história, um mundo particular. Nenhuma é igual à outra, todas são únicas. A Tucum quer trazer para a cidade um pouco desses mundos, tão múltiplos quanto desconhecidos. E é pra isso que surge o blog da Tucum, para que você possa saber mais sobre a vida de cada produto: os artesãos que emprestam seus saberes para confeccioná-lo, as técnicas e matérias-primas, como elas são significadas em seus contextos de origem, seus caminhos e trajetórias até o momento em que elas chegam até você.

A loja da Tucum fica no Rio, no bairro de Santa Teresa e você também encontra nossos produtos online em www.tucumbrasil.com. Comprar é nossa a forma de ajudar os povos que desejam gerar renda para suas comunidades. Comunicar é a nossa forma de ativismo. Vender é um meio e não um fim.

Loja Tucum em Santa teresa, Rua Paschoal Carlos Magno 100, Largo dos Guimarães.

Somos um coletivo que tece junto esta rede e queremos te convidar para fazer parte dela: leia, compartilhe, participe, colabore. Queremos trazer essa cultura para enfeitar corpos e casas, abrindo visão e escuta, mentes e corações.

Índio somos nós!

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