2015 com toques de 2005

Antes de qualquer coisa, por favor leia esse texto enquanto escuta isso aqui!

Obrigado!

Chegamos ao final de mais um ano e gostaria de dedicar esse post para fazer uma retrospectiva de 2015. Não exatamente do que eu fiz nele de uma maneira geral (farei algo assim no final), mas sim do que eu consumi de produção de entretenimento (em outras palavras: filmes e jogos).

E posso dizer sem medo que esse ano de 2015 foi o ano de 2005 tudo de novo.

E na verdade ele começou uma semana antes de 2015 começar. No natal de 2014 uma cena do natal de 2004 se repetia: eu recebia um jogo de Pokémon como presente de uma prima, no mesmo lugar, sendo que em 2004 foi uma fita de Pokémon Ruby, o de 2015 foi seu remake: Omega Ruby.

Quanto mais eu olho para essa arte promocional, mas eu fico impressionado com a capacidade dos caras em retratar todo o sentimento que eu sentia quando joguei as versões originais.

E, como podem ver pela imagem que ilustra esse post, esse ano foi marcado principalmente por Pokémon. Não por menos, por causa de diversos fatores, em 2005 eu era realmente fanático por esses monstrinhos de bolsos, adorava tudo e foi mais ou menos nesse ano que vi 5º filme da série (Heróis Pokémon) que me marcou de maneira única, tanto que o reassisti em meados de março desse ano. Eu vejo até hoje o que me fazia gostar de assisti-lo, apesar de hoje eu ver ele bem menos proveitoso e bem rotulado.

Ainda nos filmes da série, foi em 2005 que algo que não ocorria há anos voltou: Pokémon passar nos cinemas com Pokémon 4. Um filme que, apesar de seus problemas, me cativou pela ambientação e pelas músicas. Talvez tenha sido o ponto alto nesse meu fanatismo pela série.

Daí me percebi de uma curiosidade: em setembro o filme do FF VII: Advent Children fez 10 anos. Lembro que eu lia notícias do quão ele era esperado e resolvi comemorar reassistindo o Complete. E devo admitir que quanto mais eu revejo esse filme, melhor ele fica. Começo a perceber algumas sacadas que o meu eu de 10 ou 7 anos atrás não se tocava. Só queria ver cenas de ação a la DBZ e ficava eufórico com isso. Não que isso seja um problema, eu inclusive ainda fico empolgadaço com esse tipo de coisa, mas hoje eu consigo perceber outras sacadas interessantes de roteiro, como todo o filme mostra o Cloud passando por todo um processo de depressão e sua busca em sair dela.

Arte por anokazue: http://fav.me/d5qbqa2

Daí em agosto eu também tirei outro jogo que joguei naquela época há uns anos: Tales of Symhponia (versão do PS3, não original do GC), que só em novembro eu joguei de maneira mais direta por já ter mais tempo para tal. E assim como o Advent Children, foi uma experiência além de prazerosa, eu consegui gostar do jogo mais do que eu o gostava há mais de 10 anos atrás. Muito por causa do meu inglês estar bem mais fluente do que quando eu ainda fazia cursinho e eu comecei a perceber as mensagens e os temas que o jogo abordava de maneira incrível.

Arte por Diewtiful: http://fav.me/d5cq0e9

Além de tudo isso, eu ainda joguei o Zelda The Wind Waker HD para um projeto pessoal e que data um pouco antes de 2005, mas que me marcou igualmente do que todos esses títulos que citei acima. Enfim, foi uma viagem e tanto. Eu também fiz questão de semanalmente comprar um pacote de cartas do TCG e aos sábados de tarde eu abria o pacote, porque nessa hora, há 10 anos atrás, estava eu jogando cartas na antiga Liga Pokémon na Estação da Criança, perto da praça Batista Campos.

O que tiro de toda essa experimentação que fiz ao longo desse ano? Em primeiro lugar, não foi ficar pensando “nossa, como aquela época era só coisa boa. Por que ela não volta?”. Aquela época foi boa sim, mas para quando ela aconteceu. Hoje outras coisas acontecem e só o tempo dirá se elas foram boas ou não. A sensação que fica é a de que fui abençoado por ter experimentado e vivenciado aquele ano ao máximo que pude, e que elas, assim como diversos outros elementos, moldaram a pessoa que sou hoje.
Como disse, fico feliz em ver que ainda gosto das coisas que curtia em 2005, algumas por motivos diferentes, outras em menor grau e dois conseguiram a façanha de agradar o meu eu de 2015 mais do que o de 2005.
Quantos ao que fiz esse ano, esse é jogo rápido: voltei para a federal, mas ela entrou de greve e atrasou o meu semestre. Fiz curto de história em quadrinhos lecionado pelos meus amigos de turma Tanaka e Volney Nazareno. Conheci novas pessoas, sai mais, conversei mais e tive novas experiências. Ainda me angustia não ter um emprego ou conhecer uma pessoa especial, mas ainda estou confiante e farei o possível para que 2016 isso tudo se concretize.

O que queria com esse texto é mais do que relatar como foi o meu ano, é dizer uma coisa para quem está lendo: Não se esqueça das coisas que lhe marcaram quando mais novo, ao mesmo tempo não precisa ser escravo delas. Relembre os motivos de ter gostado tanto delas quando pequeno, ao mesmo tempo que se permita olhar para elas com um outro olhar e descobrir outros motivos para gostar dela, ou coisas que lhe desagrada e perceber, acima de tudo, que essa coisa foi um produto feito por pessoas assim como eu e você, e que tem suas falhas.

Que esses sentimentos tão fortes e inspiradores não lhe torne uma pessoa saudosa, mas lhe inspire a acreditar em dias incríveis e maravilhosos que virão, que o faça acreditar em seus projetos, em seus sonhos e que novas lembranças que o seu eu de hoje faz seja relembrada com ternura pelo seu eu de 10…20 ou 30 anos no futuro.

Assim como na música que abre esse texto (sua letra fala de um final de dia lindo, e que o eu-lírico torce para que o tempo do amanhã seja tão bom quanto o de hoje) eu torço que no ano que vem me traga novas experiências e tão memoráveis do que foi o ano de 2005. Não só para mim, mas para todos vocês.

“Que amanhã faça um bom tempo.”

Obs.: É curioso o meu primeiro texto aqui ser uma retrospectiva do que um post de abertura. Mas assim como relatei aqui, mais do que recordar boas lembranças, eu usarei esse portal para escrever o que der na telha, seja um jogo que joguei, um filme que assisti, uma obra literária que li… enfim, o que eu achar relevante. Que esse ano seja um ano cheio de novas experiências e novas vivências!

Samir “Twero” Fraiha

Written by

Tradutor, desenhista, jogador de video games e um contínuo sonhador.

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