O que levamos para casa com o Future Leaders?

Foto: Patrícia Spier

Mais de 50 mulheres estiveram presentes no 2º encontro da upwit (unlocking the power of women in technology) que aconteceu no dia 11 de agosto no CUBO Co-working. A intensa troca e as discussões construtivas fizeram aquecer o frio daquela noite no rooftop.

Nesse segundo encontro, guiado pelo tema #FutureLeaders, três mulheres com trajetórias profissionais e de vida grandiosas abordaram o tema da liderança sob diferentes perspectivas: do mercado de tecnologia, Claudia Melo; do empreendedorismo, Sthefane Torres e da área de coaching e treinamento de pessoas, Amanda Gomes Pinheiro. O workshop teve a facilitação da diretora artística e media-training Sheylli Caleffi, que conduziu com leveza e genialidade as informações trocadas entre as participantes e as painelistas em uma conversa de igual para igual e olho no olho.

As histórias compartilhadas propiciaram identificação e muita inspiração, algo que podemos perceber desde o início com os dados coletados dos questionários pelas próprias participantes antes do encontro. Entre os dados mais interessantes mencionados por elas está a afirmação (com nota 8.6 de uma escala de 0 a 10) de que ter uma política clara a favor da diversidade e de inclusão de mulheres (e também negras e trans) seria um dos motivos de permanência no trabalho.

Outro dado interessante é que 63% das mulheres participantes afirmaram que já tiveram que mudar a roupa de trabalho para se sentirem mais respeitadas. E um total de 57% se sentiram na obrigação de terem que omitir conquistas, sua capacidade e seu conhecimento para evitar problemas no ambiente de trabalho. Ainda, 64% das participantes já se sentiram discriminadas profissionalmente em função do seu gênero e 62% acreditam que o fato de serem mulheres já as impediu de avançarem em suas carreiras.

Ser mulher não é fácil, mas ser mulher em TI é mais difícil ainda. Apenas para ilustrar, veja alguns dos relatos extraídos da pesquisa:

Cliente da empresa julgou que minha aparência facilitava eu conseguir as coisas no trabalho”

Comentários/piadas sexistas constantes de colegas homens, homens que me tratavam diferente por ser mulher (pediam desculpa quando falavam palavrão, por exemplo, como se eu fosse delicada demais)”

Não tive voz em diversas reuniões”

“Já ouvi de CEOs que eu era muito bonita para trabalhar tanto e se não queria dar um jeito nos filhos deles”

“Colegas pedindo pra buscar café, chefe que tenta intimidades, assédio moral”

“Já tive um superior que atribuía minha carreira ao fato de eu ter “belas pernas” e sorrir demais para as pessoas”

“Quando apresentei um projeto e perguntarem onde estava o homem”

É esse cenário que a upwit busca alterar: transformando a sociedade e quebrando paradigmas de forma construtiva por meio do diálogo e do fortalecimento de mulheres que estão enfrentando desafios similares, sendo a união e a auto-liderança alguns dos caminhos para superar obstáculos em uma sociedade que exclui mulheres de posições estratégicas e técnicas, em que os salários são dos mais bem cotados no mercado.

O que essas já líderes levam para casa? Auto-confiança, Auto-liderança, Conexão, Auto-conhecimento, Empatia, Empoderamento, Foco, União, Colaboração, Reflexão, Ressignificação, Aprendizado e Ação.

Por fim, gostaríamos de deixar dois relatos de participantes que foram muito valiosos para nós sobre como a upwit as ajudou a entenderem melhor seus perfis de liderança:

“Me fazendo enxergar que meus desafios são comuns, outras pessoas passam por coisas similares e me ajudaram com seus exemplos e posicionamento. Me ensinando com as histórias incríveis que ouvi aqui”.

“Fazer diferente, fortalecimento, compartilhar experiências femininas no mundo do trabalho. Os problemas são comuns, o legal é ver como cada um lida com as situações de uma forma. Não tem certo nem errado”.

Até o próximo encontro #NovosParadigmas em outubro. :)

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