Comunicado do secretário de imprensa sobre as novas sanções financeiras à Venezuela

USA em Português
Aug 25, 2017 · 3 min read

O presidente Donald J. Trump assinou um ato do executivo (decreto) impondo novas e fortes sanções à ditadura na Venezuela.

A ditadura de Maduro continua privando o povo venezuelano de alimentos e medicamentos, prendendo oposicionistas eleitos democraticamente e reprimindo de maneira violenta a liberdade de expressão. A decisão do regime de criar uma Assembleia Constituinte ilegítima – e, mais recentemente, o fato de que esta usurpou os poderes da Assembleia Nacional eleita democraticamente – representa uma ruptura fundamental na ordem constitucional legítima na Venezuela.

Em um esforço de se preservar, a ditadura de Maduro recompensa e enriquece autoridades corruptas no aparato de segurança do governo, sobrecarregando as gerações futuras de venezuelanos com dívidas muito caras. A má gestão econômica de Maduro e a pilhagem desenfreada dos ativos de seu país aproximaram ainda mais a Venezuela do calote. Seus representantes agora estão recorrendo a esquemas de financiamento obtusos e liquidando os ativos do país a preços muito baixos.

Como o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, disse, na Venezuela, “estamos vendo a tragédia da tirania ser encenada diante de nossos olhos”. Nenhum povo livre jamais escolheu trilhar o caminho da prosperidade para a pobreza. Nenhum povo livre jamais escolheu transformar o que antes era, e ainda deveria ser, uma das nações mais ricas da América do Sul na mais pobre e mais corrupta.

Não ficaremos passivos enquanto a Venezuela desmorona. A nova ação do presidente proíbe negociações em novas dívidas e ativos emitidos pelo governo da Venezuela e por sua estatal petrolífera. Também proíbe transações em certos títulos existentes de propriedades pertencentes ao setor público venezuelano, assim como pagamentos de dividendos ao governo da Venezuela.

Para mitigar os danos aos americanos e venezuelanos, o Departamento do Tesouro está emitindo licenças gerais que permitem transações que seriam proibidas pelo decreto. Estas incluem provisões permitindo um período de término gradual de 30 dias; financiamento à maior parte do comércio, incluindo exportação e importação de petróleo; transações envolvendo apenas a Citgo; negociações em determinadas dívidas venezuelanas existentes e financiamento de bens humanitários para a Venezuela.

Essas medidas são cuidadosamente calibradas para negar à ditadura de Maduro uma fonte crucial de financiamento para que possa manter seu regime ilegítimo, proteger o sistema financeiro dos Estados Unidos da cumplicidade com a corrupção na Venezuela e o empobrecimento do povo venezuelano, e possibilitar a assistência humanitária.

Os Estados Unidos não estão sozinhos em condenar o regime de Maduro. Através da Declaração de Lima de 8 de agosto, nossos amigos e parceiros na região recusaram-se a reconhecer a Assembleia Constituinte ilegítima ou as leis que esta adota. As novas sanções financeiras apoiam essa postura regional de isolar economicamente a ditadura de Maduro.

Os Estados Unidos reiteram nosso apelo de que a Venezuela restaure a democracia, realize eleições livres e justas, liberte imediata e incondicionalmente todos os presos políticos e pare de reprimir o povo venezuelano. Continuamos ao lado do povo da Venezuela nestes tempos difíceis.

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