Comunicado sobre Plano de Zonas de Redução da Violência na Síria, anunciado por Rússia, Turquia e Irã

COMUNICADO DE HEATHER NAUERT, PORTA-VOZ

4 de maio de 2017

A Rússia, a Turquia e o Irã anunciaram hoje, na conferência em Astana, um acordo em um esforço para reduzir a violência em algumas áreas da Síria. Os Estados Unidos foram representados na conferência de Astana pelo secretário-assistente interino Stuart Jones. Não somos um participante direto das negociações e não fazemos, neste momento, parte do acordo.

Os Estados Unidos apoiam qualquer esforço que possa reduzir genuinamente a violência na Síria, garantir o acesso humanitário sem restrições, focar energias na derrota do Estado Islâmico e outros terroristas e criar as condições para uma resolução política crível do conflito.

Apreciamos os esforços da Turquia e da Federação Russa em buscarem este acordo e incentivarem a oposição síria a participar ativamente das discussões apesar das difíceis condições em campo.

Continuamos a ter preocupações com o acordo de Astana, incluindo o envolvimento do Irã como um chamado “avalista”. As atividades do Irã na Síria apenas contribuíram para a violência, não a cessaram, e o apoio absoluto do Irã ao regime de Assad perpetua a aflição dos sírios comuns.

Diante do fracasso dos acordos passados, temos razões para ser cautelosos. Esperamos que o regime cesse todos os ataques a civis e forças de oposição, algo que eles jamais fizeram. Esperamos que a Rússia assegure a conformidade do regime.

A oposição também deve cumprir seus compromissos, tendo a Turquia como avalista, de separar-se dos grupos terroristas designados, entre os quais o Hay’at Tahrir al-Sham, que continua a impedir as aspirações legítimas do povo sírio a um governo representativo e responsável.

No entanto, esperamos que este acordo possa contribuir para uma redução da violência, encerrar o sofrimento do povo sírio e preparar o caminho para uma solução política do conflito. Esperamos continuar o nosso diálogo com a Federação Russa em esforços que possam terminar de forma responsável o conflito na Síria. Continuamos a apoiar fortemente o processo conduzido pela Organização das Nações Unidas em Genebra, sob a direção de Staffan de Mistura, como o centro dos esforços internacionais para alcançar uma solução negociada.

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