CIENTISTAS, ESTUDEM O PAULISTANO

Cidadão de bem e seu amor pelo carro, não pelas leis.

Desde a eleição de 2012 o prefeito de São Paulo, o professor Fernando Haddad tem sido questionado por causa da mobilidade urbana, que nunca foi o carro chefe de sua campanha mas virou o foco principal dos debates. Apesar do ex-prefeito Kassab já ter reduzido as velocidades das vias na cidade e ter conseguido os resultados de redução de acidentes, ele sofreu as acusações mais estapafúrdias de ter criado indústria das multas e toda aquele discurso inflamado criado pela oposição e abraçado pela histeria do “cidadão de bem”.

Repetindo agora a mesma situação, o afegão-médio, termo criado pelo radialista Emílio Surita para denominar o cidadão paulistano mediano imerso em seus conceitos de cidadania criados pelo senso comum herdado da ditadura, elegeu o prefeito que conseguiu aumentar a velocidade média do trânsito, reduziu os acidentes e seus gastos, reduziu o número de vítimas fatais e aleijadas, melhorou os corredores de ônibus, instituiu o passe-livre para o estudante e idosos e criou as tão necessárias ciclo-faixas.

Para aclamar os mais histéricos, eu não votei nele…

Indiferente a isso eu não sou eleitorcedor ou eleitrouxa e eu vejo como a cidade melhorou onde se é mais crítico, no egoísta trânsito paulistano, onde a prioridade são os automóveis em último na hierarquia do código brasileiro de trânsito: os carros particulares.

Se você não sabia disso, você é um eleitrouxa. Você pagou pelo CFC, estudou 1 semana e fez a prova teórica, levou o livrinho de regras de trânsito pra casa mas acha que as ruas são preferencialmente para os carros particulares.

Se você acha que existe uma indústria da multa e que o aumento de radares foi para aumentar a arrecadação da prefeitura, saiba que você é um criminoso. Assim como o aumento do policiamento aumenta a apreensão de criminosos, você protesta contra a eficiência em se punir os culpados derrubando radares ou ofendendo e ameaçando os marronzinhos, guardas da CET.

Como é possível que a cidade prospere se os cidadãos se negam a ter a disciplina de seguir as leis que já provaram-se ser eficientes?